Tuberculose: Conduta em Comunicantes Domiciliares

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020

Enunciado

S.S.M., feminina, 39 anos, recebe diagnóstico de tuberculose pulmonar bacilífera e é orientada a trazer todos os comunicantes domiciliares para avaliação. De acordo com o novo Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil (2018), assinale a alternativa que apresenta o caso, o resultado da prova tuberculínica (PT) e a conduta corretos.

Alternativas

  1. A) Filha de 15 anos, PT de 15 mm: iniciar isoniazida.
  2. B) Filho de 7 anos, PT de 3 mm, assintomático: acompanhamento clínico.
  3. C) Filha de 4 anos, com tosse há 3 semanas, PT de 22 mm: iniciar rifampicina, isoniazida e pirazinamida.
  4. D) Filha de 1 ano, assintomática, radiografia de tórax normal, PT de 7 mm: iniciar rifampicina.
  5. E) Filho de 7 dias de vida, assintomático: suspender amamentação, não vacinar e iniciar isoniazida.

Pérola Clínica

Comunicante TB <5 anos ou imunossuprimido: PT ≥5mm OU contato íntimo → quimioprofilaxia.

Resumo-Chave

Em comunicantes de tuberculose, especialmente crianças pequenas, a conduta é baseada na idade, resultado da PT e presença de sintomas. Crianças menores de 5 anos, mesmo assintomáticas e com radiografia normal, se tiverem PT ≥ 5mm ou forem contatos íntimos de caso bacilífero, devem receber quimioprofilaxia para prevenir a doença ativa.

Contexto Educacional

A tuberculose pulmonar bacilífera é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, e a avaliação dos comunicantes domiciliares é uma estratégia fundamental para o controle da doença, especialmente para identificar e proteger grupos de risco. O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (2018) oferece diretrizes claras sobre a conduta nesses casos, com foco na quimioprofilaxia para prevenir o desenvolvimento da doença ativa. A avaliação dos comunicantes envolve a pesquisa de sintomas, exame físico, radiografia de tórax e a realização da Prova Tuberculínica (PT). Para crianças menores de 5 anos e indivíduos imunossuprimidos, o limiar para positividade da PT é mais baixo (≥ 5mm), indicando a necessidade de quimioprofilaxia mesmo na ausência de sintomas ou alterações radiológicas, devido ao maior risco de desenvolver formas graves da doença. A conduta correta, como iniciar rifampicina ou isoniazida, depende da idade do comunicante, do resultado da PT e da situação clínica. Para residentes, é crucial dominar esses critérios para garantir a proteção dos contatos, especialmente os mais vulneráveis, e contribuir para a interrupção da cadeia de transmissão da tuberculose na comunidade. A escolha do esquema profilático deve ser individualizada e seguir as recomendações atualizadas.

Perguntas Frequentes

Quando a quimioprofilaxia para tuberculose é indicada em comunicantes?

A quimioprofilaxia é indicada para comunicantes de tuberculose bacilífera, especialmente crianças menores de 5 anos e imunossuprimidos, se a Prova Tuberculínica (PT) for ≥ 5mm ou se houver contato íntimo, mesmo que assintomáticos.

Qual o papel da Prova Tuberculínica (PT) na avaliação de comunicantes?

A PT avalia a infecção latente por tuberculose. Em comunicantes, um resultado de ≥ 5mm (em crianças <5 anos ou imunossuprimidos) ou ≥ 10mm (em outros grupos) pode indicar a necessidade de quimioprofilaxia.

Qual a medicação de escolha para quimioprofilaxia da tuberculose?

A isoniazida é a medicação de escolha para a quimioprofilaxia da tuberculose, geralmente administrada por 6 a 9 meses. Em algumas situações específicas, como intolerância à isoniazida ou resistência, a rifampicina pode ser utilizada.

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