HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
M.G.D, foi diagnosticada com tuberculose e começou seu tratamento 30 dias antes da programação prevista de seu parto. Ela possui desejo de amamentar, mas traz muitas dúvidas. Considerando os benefícios do aleitamento materno a melhor conduta seria:
Mãe com TB em tratamento > 15 dias → pode amamentar sem restrições; RN recebe BCG ao nascimento.
Mulheres com tuberculose ativa que estão em tratamento há pelo menos 15 dias e com boa resposta clínica podem amamentar seus filhos sem restrições. O risco de transmissão via leite materno é desprezível, e os benefícios do aleitamento superam os riscos. O recém-nascido deve receber a vacina BCG ao nascimento.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa grave, mas o manejo da gestante e do recém-nascido com relação ao aleitamento materno é uma questão frequente e importante na prática clínica. A transmissão da TB para o recém-nascido ocorre principalmente por via respiratória, através do contato próximo com a mãe bacilífera, e não pelo leite materno. Portanto, a interrupção do aleitamento materno não é recomendada na maioria dos casos. A conduta preconizada é que, se a mãe com tuberculose ativa estiver em tratamento há pelo menos 15 dias e apresentando boa resposta clínica (melhora dos sintomas, redução da baciloscopia), ela pode amamentar seu filho sem restrições. Os benefícios do aleitamento materno para o desenvolvimento e a imunidade do bebê superam em muito o risco mínimo de transmissão. É fundamental que a mãe utilize máscara durante o contato com o bebê nos primeiros dias de tratamento, até que a carga bacilar seja significativamente reduzida. Além disso, o recém-nascido de mãe com tuberculose deve receber a vacina BCG ao nascimento, conforme o calendário vacinal. A quimioprofilaxia com isoniazida para o recém-nascido é reservada para situações específicas, como quando a mãe não está em tratamento, o tratamento é recente (menos de 15 dias) ou há suspeita de tuberculose multirresistente. A decisão deve ser individualizada e baseada na avaliação do risco de exposição e transmissão.
Sim, mães com tuberculose ativa que estão em tratamento há pelo menos 15 dias e apresentam boa resposta clínica podem amamentar sem restrições, pois o risco de transmissão via leite materno é desprezível.
O recém-nascido de mãe com tuberculose deve receber a vacina BCG ao nascimento, independentemente do status de tratamento materno, para proteção contra formas graves da doença.
A quimioprofilaxia com isoniazida para o recém-nascido é indicada em situações específicas, como quando a mãe não está em tratamento ou o tratamento é recente (<15 dias), ou em casos de TB multirresistente. Não é uma conduta padrão se a mãe está em tratamento adequado há mais de 15 dias.
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