Tuberculose e Amamentação: Guia para o Binômio Mãe-Filho

INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021

Enunciado

RN, com 36 horas de vida, parto vaginal a termo, adequado para a idade gestacional, sem intercorrências perinatais, evoluindo com boa aceitação do seio materno. Exame físico: sem alterações. A mãe foi diagnosticada com tuberculose pulmonar no dia do parto. A conduta mais adequada, segundo o Ministério da Saúde do Brasil, para o binômio mãe/filho é:

Alternativas

  1. A) suspender a amamentação até que se comprove baciloscopia negativa
  2. B) suspender definitivamente a amamentação e iniciar fórmula infantil
  3. C) manter a amamentação fazendo uso de máscara cirúrgica ao amamentar e ao cuidar da criança, enquanto a baciloscopia do escarro se mantiver positiva
  4. D) manter a amamentação fazendo uso de máscara N95 durante todo o tempo em que a mãe estiver em contato com a criança, enquanto a baciloscopia do escarro se mantiver positiva

Pérola Clínica

Mãe com TB ativa pode amamentar com máscara cirúrgica; RN deve receber BCG e Isoniazida profilática.

Resumo-Chave

A amamentação é mantida em mães com tuberculose pulmonar ativa, desde que a mãe utilize máscara cirúrgica durante o contato com o bebê. O recém-nascido deve receber BCG ao nascer e profilaxia com Isoniazida por 3 meses, se assintomático e sem lesões sugestivas de TB congênita.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa grave, mas o manejo do binômio mãe-filho exige conhecimento específico para evitar a transmissão e garantir o bem-estar do bebê. A prevalência da TB no Brasil torna este um tema relevante para a prática médica, especialmente em pediatria e obstetrícia. A transmissão da TB ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas de aerossol. A conduta para o recém-nascido de mãe com tuberculose pulmonar ativa, mas em tratamento e sem lesões abertas, é manter a amamentação. A mãe deve utilizar máscara cirúrgica ao amamentar e ao cuidar do bebê, minimizando a exposição. O recém-nascido deve receber a vacina BCG e profilaxia com Isoniazida por três meses, independentemente do status vacinal da mãe. É crucial diferenciar a tuberculose congênita, que é rara, da infecção pós-natal. A profilaxia com Isoniazida visa prevenir a infecção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade. O acompanhamento rigoroso do binômio é fundamental para monitorar a adesão ao tratamento materno e a saúde do bebê, garantindo um prognóstico favorável.

Perguntas Frequentes

Mãe com tuberculose ativa pode amamentar o bebê?

Sim, a amamentação é recomendada, desde que a mãe use máscara cirúrgica durante o contato e amamentação para reduzir o risco de transmissão.

Qual a profilaxia para o recém-nascido de mãe com tuberculose?

O RN deve receber a vacina BCG ao nascer e profilaxia com Isoniazida por 3 meses, se assintomático e sem evidências de TB congênita.

Quando a amamentação é contraindicada em casos de tuberculose?

A amamentação é contraindicada apenas em casos de tuberculose mamária com lesões abertas ou quando a mãe está em estado grave que impeça o cuidado.

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