SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A Tuberculose (TB) é considerada um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo. Com relação essa doença, é CORRETO afirmar que:
A resistência a fármacos na TB está ligada à complexa parede celular lipídica do *M. tuberculosis*, dificultando a penetração de antimicobacterianos.
A parede celular do *Mycobacterium tuberculosis* é rica em lipídios, como o ácido micólico, que conferem impermeabilidade e resistência a muitos agentes antimicrobianos, além de contribuir para a virulência e a capacidade de sobreviver dentro dos macrófagos. Mutações genéticas também são cruciais para a resistência.
A Tuberculose (TB), causada pelo *Mycobacterium tuberculosis*, continua sendo um grave problema de saúde pública global, com milhões de casos e mortes anualmente. Um dos maiores desafios no controle da TB é o surgimento e a disseminação de cepas resistentes a fármacos, que complicam o tratamento e aumentam a morbimortalidade. A resistência a fármacos do *M. tuberculosis* é multifatorial. Geneticamente, ela surge de mutações espontâneas em genes-alvo dos fármacos, que são selecionadas sob pressão de tratamento inadequado. No entanto, a estrutura única da parede celular do bacilo também desempenha um papel crucial. Essa parede é rica em lipídios complexos, como o ácido micólico, que a tornam impermeável a muitos agentes antimicrobianos e contribuem para a resistência intrínseca e a dificuldade de erradicação. Para residentes, é vital compreender os mecanismos de resistência para otimizar os regimes de tratamento e prevenir o surgimento de novas resistências. O tratamento da TB resistente é mais longo, mais tóxico e menos eficaz, exigindo esquemas complexos com drogas de segunda linha. A vigilância epidemiológica e o diagnóstico precoce da resistência são essenciais para o controle da doença.
A parede celular, rica em ácido micólico e outros lipídios, confere ao bacilo resistência a desinfetantes, antibióticos e à lise pelos macrófagos, além de ser um importante fator de virulência e imunomodulação.
A resistência primária ocorre por infecção com cepas já resistentes. A resistência secundária (adquirida) surge de mutações genéticas espontâneas que conferem resistência a um ou mais fármacos, especialmente quando o tratamento é inadequado ou irregular.
As principais são a TB multirresistente (MDR-TB), resistente à isoniazida e rifampicina, e a TB extensivamente resistente (XDR-TB), resistente a isoniazida, rifampicina, qualquer fluoroquinolona e pelo menos um dos injetáveis de segunda linha (amicacina, capreomicina, canamicina).
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