Tuberculose: Resistência a Fármacos e Parede Celular Bacilar

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

A Tuberculose (TB) é considerada um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo. Com relação essa doença, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) as criaças apresentam maior risco de progressão de infecção à doença para a forma pulmonar, enquanto para as formas extrapulmonares, o risco é semelhante aos adultos. B) em pacientes doentes por TB, a presença de hipersensibilidade tuberculínica está associada com o surgimento de formas invasivas e graves.
  2. B) em pacientes doentes por TB, a presença de hipersensibilidade tuberculínica está associada com o surgimento de formas invasivas e graves.
  3. C) a resistência a fármacos do M. tuberculosis está relacionada à estrutura lipídica da constituição específica da parede celular do bacilo.
  4. D) a tuberculose infecção pode evoluir para tuberculose doença em 80% das crianças que não receberam aleitamento materno exclusivo até os 4 meses de idade.
  5. E) atualmente o tratamento inicial para TB pulmonar em crianças menores de 5 anos é composto por 4 drogas: isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol.

Pérola Clínica

A resistência a fármacos na TB está ligada à complexa parede celular lipídica do *M. tuberculosis*, dificultando a penetração de antimicobacterianos.

Resumo-Chave

A parede celular do *Mycobacterium tuberculosis* é rica em lipídios, como o ácido micólico, que conferem impermeabilidade e resistência a muitos agentes antimicrobianos, além de contribuir para a virulência e a capacidade de sobreviver dentro dos macrófagos. Mutações genéticas também são cruciais para a resistência.

Contexto Educacional

A Tuberculose (TB), causada pelo *Mycobacterium tuberculosis*, continua sendo um grave problema de saúde pública global, com milhões de casos e mortes anualmente. Um dos maiores desafios no controle da TB é o surgimento e a disseminação de cepas resistentes a fármacos, que complicam o tratamento e aumentam a morbimortalidade. A resistência a fármacos do *M. tuberculosis* é multifatorial. Geneticamente, ela surge de mutações espontâneas em genes-alvo dos fármacos, que são selecionadas sob pressão de tratamento inadequado. No entanto, a estrutura única da parede celular do bacilo também desempenha um papel crucial. Essa parede é rica em lipídios complexos, como o ácido micólico, que a tornam impermeável a muitos agentes antimicrobianos e contribuem para a resistência intrínseca e a dificuldade de erradicação. Para residentes, é vital compreender os mecanismos de resistência para otimizar os regimes de tratamento e prevenir o surgimento de novas resistências. O tratamento da TB resistente é mais longo, mais tóxico e menos eficaz, exigindo esquemas complexos com drogas de segunda linha. A vigilância epidemiológica e o diagnóstico precoce da resistência são essenciais para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da parede celular do *Mycobacterium tuberculosis* na patogênese da TB?

A parede celular, rica em ácido micólico e outros lipídios, confere ao bacilo resistência a desinfetantes, antibióticos e à lise pelos macrófagos, além de ser um importante fator de virulência e imunomodulação.

Como a resistência a fármacos na tuberculose se desenvolve?

A resistência primária ocorre por infecção com cepas já resistentes. A resistência secundária (adquirida) surge de mutações genéticas espontâneas que conferem resistência a um ou mais fármacos, especialmente quando o tratamento é inadequado ou irregular.

Quais são as formas de tuberculose resistente a fármacos?

As principais são a TB multirresistente (MDR-TB), resistente à isoniazida e rifampicina, e a TB extensivamente resistente (XDR-TB), resistente a isoniazida, rifampicina, qualquer fluoroquinolona e pelo menos um dos injetáveis de segunda linha (amicacina, capreomicina, canamicina).

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