Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
Segundo atual consenso ATA (American Thyroid Association) o limite do TSH para gestantes no primeiro trimestre é
TSH 1º trimestre gestação (ATA) → Limite superior é 4,0 mU/L.
O consenso da American Thyroid Association (ATA) de 2017 e 2023 estabelece que o limite superior do TSH para gestantes no primeiro trimestre é de 4,0 mU/L, quando não há valores de referência específicos para a população local. Se houver valores específicos, estes devem ser utilizados.
A função tireoidiana adequada é crucial para o desenvolvimento fetal e o bem-estar materno durante a gravidez. O hipotireoidismo não tratado na gestação está associado a desfechos adversos, como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, parto prematuro e comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo do feto. As diretrizes da American Thyroid Association (ATA) são amplamente utilizadas para o manejo das disfunções tireoidianas na gravidez. Em relação ao TSH, o consenso de 2017 e o mais recente de 2023 recomendam que, na ausência de valores de referência específicos para a população local e para cada trimestre, o limite superior do TSH no primeiro trimestre da gestação seja de 4,0 mU/L. Este valor é mais liberal do que os 2,5 mU/L anteriormente sugeridos, refletindo uma compreensão mais aprofundada da fisiologia tireoidiana gestacional. É importante ressaltar que a presença de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO) pode influenciar a decisão de tratamento, mesmo com TSH dentro dos limites. O rastreamento universal da função tireoidiana em gestantes ainda é um tema de debate, mas a avaliação em mulheres com fatores de risco é amplamente recomendada.
O controle adequado do TSH durante a gravidez é crucial para o desenvolvimento neurológico fetal e para a saúde materna. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo não tratados podem levar a complicações graves para a mãe (pré-eclâmpsia, aborto) e para o feto (prejuízo cognitivo, parto prematuro).
O hipotireoidismo franco na gestação deve sempre ser tratado. O hipotireoidismo subclínico (TSH elevado com T4 livre normal) deve ser tratado se o TSH estiver acima do limite superior específico para o trimestre e/ou se houver positividade para anticorpos antitireoidianos (anti-TPO).
O hipotireoidismo não tratado na gestação aumenta o risco de aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, descolamento prematuro de placenta, parto prematuro, baixo peso ao nascer e, mais criticamente, comprometimento do desenvolvimento neurocognitivo do feto e da criança.
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