BIRADS 4B: Conduta Diagnóstica em Lesões Mamárias Suspeitas

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 45 anos trouxe à consulta mamografia mostrando lesão nodular à esquerda categorizada como BIRADS 4B. A ultrassonografia mamária revelou uma lesão de 2 cm, hipoecogênica, com bordas mal delimitadas, crescimento anteroposterior, com 1,5 cm de diâmetro, localizada no quadrante inferomedial da mama esquerda, classificada também como BIRADS 4B. Ao exame físico, não foram palpados linfonodos axilares ou em fossa supraclavicular suspeitos. Na mama esquerda, em local correspondente ao do nódulo, foi palpado nódulo mal definido, não aderido à pele ou a planos profundos. Com base no quadro, a conduta mais adequada é

Alternativas

  1. A)  realização de biópsia percutânea com agulha grossa.
  2. B)  realização de mamografia com compressão focada.
  3. C)  realização de ressonância magnética.
  4. D)  realização de biópsia excisional.
  5. E)  reavaliação em 6 meses com nova ultrassonografia.

Pérola Clínica

Lesão mamária BIRADS 4B (mamografia e USG) → alta suspeita de malignidade → biópsia percutânea com agulha grossa (Core Biopsy).

Resumo-Chave

Lesões classificadas como BIRADS 4B apresentam uma probabilidade de malignidade de 10-50%. Diante de achados suspeitos tanto na mamografia quanto na ultrassonografia, a biópsia percutânea com agulha grossa (Core Biopsy) é a conduta padrão para obter material para análise histopatológica e confirmar ou excluir malignidade.

Contexto Educacional

O sistema BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados em exames de imagem da mama e classificar o risco de malignidade, orientando a conduta. A categoria BIRADS 4 é subdividida em 4A (baixa suspeita, 2-10% de malignidade), 4B (suspeita intermediária, 10-50%) e 4C (suspeita moderada, 50-95%). Lesões classificadas como BIRADS 4, especialmente 4B e 4C, demandam investigação histopatológica. No caso de uma lesão BIRADS 4B, com achados suspeitos tanto na mamografia quanto na ultrassonografia (hipoecogênica, bordas mal delimitadas, crescimento anteroposterior), a probabilidade de malignidade é significativa. A biópsia percutânea com agulha grossa (Core Biopsy) é a técnica de escolha para obter amostras de tecido. Este procedimento é minimamente invasivo, guiado por imagem (ultrassom ou mamografia), e permite um diagnóstico histopatológico preciso, evitando cirurgias desnecessárias para lesões benignas. A ressonância magnética (RM) pode ser útil em casos selecionados, como para estadiamento ou em mamas densas, mas não substitui a biópsia para diagnóstico. A biópsia excisional é um procedimento cirúrgico mais invasivo e geralmente reservada para casos em que a biópsia percutânea é inconclusiva ou quando a lesão é pequena e de difícil acesso para biópsia por agulha. A reavaliação em 6 meses é inadequada para uma lesão com suspeita intermediária de malignidade.

Perguntas Frequentes

O que significa uma classificação BIRADS 4B?

BIRADS 4B indica uma lesão mamária com suspeita intermediária de malignidade, com probabilidade de câncer variando entre 10% e 50%. Requer investigação adicional, geralmente biópsia.

Por que a biópsia percutânea com agulha grossa é a conduta inicial para BIRADS 4B?

A biópsia percutânea com agulha grossa (Core Biopsy) é o método preferencial para obter amostras de tecido para análise histopatológica, permitindo um diagnóstico definitivo de malignidade ou benignidade com menor invasividade que a biópsia excisional.

Quais características ultrassonográficas aumentam a suspeita de malignidade em um nódulo mamário?

Características como hipoecogenicidade, margens espiculadas ou mal definidas, crescimento anteroposterior (mais alto que largo), sombra acústica posterior e vascularização interna aumentam a suspeita de malignidade.

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