Anatomia do Tronco Celíaco: Ramos e Irrigação

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

Na maioria dos casos, quais artérias originam-se diretamente do tronco celíaco?

Alternativas

  1. A) Gástrica direita, gástrica esquerda e esplênica.
  2. B) Gástrica direita, esplênica e hepática comum.
  3. C) Gástrica direita, esplênica e hepática esquerda.
  4. D) Gástrica esquerda, esplênica e hepática esquerda.
  5. E) Gástrica esquerda, esplênica e hepática comum.

Pérola Clínica

Tronco celíaco → Gástrica Esquerda + Esplênica + Hepática Comum.

Resumo-Chave

O tronco celíaco é o primeiro grande ramo ímpar da aorta abdominal, responsável pela irrigação das estruturas derivadas do intestino anterior (foregut).

Contexto Educacional

O tronco celíaco é o eixo vascular do andar superior do abdome. Ele fornece sangue oxigenado para o esôfago distal, estômago, duodeno proximal, fígado, vesícula biliar, pâncreas e baço. Sua integridade é vital, e a compreensão de sua ramificação é a base para a compreensão da circulação colateral abdominal, como os arcos pancreatoduodenais que conectam o tronco celíaco à artéria mesentérica superior. Na prática cirúrgica, a identificação precisa desses vasos é necessária durante manobras de controle vascular em traumas ou ressecções oncológicas. A artéria esplênica, por exemplo, é um marco anatômico importante na borda superior do pâncreas, enquanto a hepática comum define o limite superior do forame omental (de Winslow).

Perguntas Frequentes

Quais são os três ramos principais do tronco celíaco?

O tronco celíaco, originando-se da aorta abdominal ao nível de T12-L1, trifurca-se classicamente em artéria gástrica esquerda, artéria esplênica e artéria hepática comum. A gástrica esquerda é geralmente o menor ramo, subindo para o cárdia; a esplênica é tortuosa e segue para o baço; a hepática comum segue para a direita para tornar-se hepática própria após emitir a gastroduodenal.

Qual a importância clínica das variações anatômicas do tronco celíaco?

Embora a trifurcação de Haller seja o padrão em cerca de 75-90% dos casos, variações como a artéria hepática direita originando-se da mesentérica superior são comuns. O conhecimento dessas variações é crucial em procedimentos de radiologia intervencionista, transplantes hepáticos e gastrectomias para evitar isquemias iatrogênicas.

Onde se origina a artéria gástrica direita?

Diferente da gástrica esquerda, a artéria gástrica direita geralmente se origina da artéria hepática própria (ou ocasionalmente da hepática comum). Ela percorre a pequena curvatura do estômago para se anastomosar com a gástrica esquerda, formando o arco arterial da pequena curvatura.

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