Tronco Celíaco: Ramos Vasculares e Relevância Cirúrgica

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Para o tratamento cirúrgico do câncer gástrico, comumente é realizado a linfadenectomia D2; dentre as estruturas dissecadas, inclui-se o tronco celíaco, ramo direto da aorta abdominal. Quais os ramos vasculares que geralmente compõe esta estrutura?

Alternativas

  1. A) Artéria mesentérica superior, artéria esplênica, artéria hepática própria.
  2. B) Artéria gástrica direita, artéria hepática própria, artéria gastroduodenal.
  3. C) Artéria gástrica esquerda, artéria hepática comum, artéria esplênica.
  4. D) Artéria hepática direita, artéria gástrica esquerda, artéria esplênica.
  5. E) Artéria mesentérica inferior, artéria gástrica esquerda, artéria comum.

Pérola Clínica

Tronco celíaco → Artéria Gástrica Esquerda, Artéria Hepática Comum, Artéria Esplênica.

Resumo-Chave

O tronco celíaco é o primeiro ramo ventral da aorta abdominal, crucial na vascularização do trato gastrointestinal superior. Seus três principais ramos são a artéria gástrica esquerda, a artéria hepática comum e a artéria esplênica, que irrigam estômago, fígado, baço, pâncreas e duodeno.

Contexto Educacional

O tronco celíaco é uma estrutura anatômica de extrema importância na vascularização abdominal, sendo o primeiro grande ramo ventral da aorta abdominal, emergindo logo abaixo do diafragma, ao nível da vértebra T12/L1. Sua relevância clínica e cirúrgica é inquestionável, especialmente em procedimentos que envolvem o trato gastrointestinal superior, como a linfadenectomia D2 no tratamento do câncer gástrico. O conhecimento detalhado de seus ramos é fundamental para o cirurgião, a fim de evitar complicações e garantir a eficácia do tratamento. Os três ramos vasculares que classicamente compõem o tronco celíaco são: a artéria gástrica esquerda, a artéria hepática comum e a artéria esplênica. A artéria gástrica esquerda irriga a pequena curvatura do estômago e o esôfago distal. A artéria hepática comum se divide em artéria hepática própria (para o fígado e vesícula biliar) e artéria gastroduodenal (para o piloro, duodeno e pâncreas). A artéria esplênica, por sua vez, irriga o baço, o pâncreas e a grande curvatura do estômago através de seus ramos gástricos curtos e gastro-omental esquerda. Em cirurgias como a gastrectomia com linfadenectomia D2, a dissecção dos linfonodos ao redor do tronco celíaco e seus ramos é um passo crítico para o estadiamento e tratamento oncológico. A identificação precisa e a preservação ou ligadura controlada desses vasos são essenciais para minimizar o risco de hemorragias e isquemias, garantindo a segurança do paciente e a radicalidade oncológica. Portanto, a compreensão da anatomia do tronco celíaco e seus ramos é um conhecimento básico e indispensável para residentes e cirurgiões.

Perguntas Frequentes

Quais são os três principais ramos do tronco celíaco?

Os três principais ramos que emergem diretamente do tronco celíaco são a artéria gástrica esquerda, a artéria hepática comum e a artéria esplênica. Eles são responsáveis pela irrigação de órgãos do trato gastrointestinal superior.

Qual a importância do tronco celíaco na cirurgia de câncer gástrico?

Na linfadenectomia D2 para câncer gástrico, a dissecção dos linfonodos ao redor do tronco celíaco e seus ramos é fundamental. O conhecimento preciso de sua anatomia vascular é crucial para evitar lesões e garantir uma ressecção oncológica adequada.

Quais órgãos são irrigados pelos ramos do tronco celíaco?

A artéria gástrica esquerda irriga o estômago; a artéria esplênica irriga o baço e parte do pâncreas e estômago; e a artéria hepática comum irriga o fígado, vesícula biliar, piloro, duodeno e pâncreas através de seus ramos.

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