Trombose Venosa Profunda: Risco em Pacientes com Câncer

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Sobre as tromboses venosas profundas, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) O sinal de Homans positivo sempre está presente.
  2. B) Acomete, na maioria das vezes, os membros bilateralmente. 
  3. C) Durante o tratamento, os pacientes devem manter-se em repouso absoluto. 
  4. D) Só acontecem em viagens de longas distâncias de avião.
  5. E) É mais comum acontecerem em pacientes com neoplasia em uso de quimioterápico do que em pacientes que não estão realizando quimioterapia.

Pérola Clínica

Neoplasia + Quimioterapia = ↑ Risco de Trombose Venosa Profunda (TVP).

Resumo-Chave

Pacientes com câncer, especialmente aqueles em tratamento quimioterápico, apresentam um estado de hipercoagulabilidade significativo. A própria doença neoplásica e os agentes quimioterápicos induzem alterações que aumentam drasticamente o risco de eventos tromboembólicos, incluindo a trombose venosa profunda, tornando-a uma complicação comum e grave.

Contexto Educacional

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, mais comumente nas pernas. É uma manifestação da tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) e pode levar a complicações como embolia pulmonar, uma emergência médica potencialmente fatal. A relação entre câncer e TVP é bem estabelecida, sendo o câncer um dos fatores de risco mais potentes para eventos tromboembólicos. Este fenômeno é conhecido como síndrome de Trousseau, ou tromboflebite migratória. Pacientes oncológicos apresentam um estado de hipercoagulabilidade intrínseco devido à liberação de substâncias protrombóticas pelas células tumorais, inflamação sistêmica, e muitas vezes, imobilização prolongada ou compressão vascular. Adicionalmente, o tratamento quimioterápico intensifica ainda mais esse risco. Diversos agentes quimioterápicos podem induzir lesão endotelial, ativar plaquetas e modular a cascata de coagulação, elevando significativamente a probabilidade de TVP. Portanto, a profilaxia e o manejo da TVP são componentes cruciais no cuidado de pacientes com câncer, exigindo vigilância e, muitas vezes, anticoagulação profilática.

Perguntas Frequentes

Por que pacientes com neoplasia têm maior risco de TVP?

Pacientes com neoplasia apresentam um estado de hipercoagulabilidade devido à liberação de fatores protrombóticos pelas células tumorais, inflamação sistêmica, compressão vascular por massas tumorais e imobilização.

Como a quimioterapia influencia o risco de TVP em pacientes com câncer?

Muitos agentes quimioterápicos podem danificar o endotélio vascular, ativar plaquetas e alterar a cascata de coagulação, exacerbando o estado de hipercoagulabilidade já presente no câncer e aumentando ainda mais o risco de TVP.

Quais são os sinais e sintomas mais comuns de TVP?

Os sinais e sintomas mais comuns incluem dor, inchaço, calor e vermelhidão na perna afetada. O sinal de Homans (dor na panturrilha à dorsiflexão do pé) é inespecífico e nem sempre presente.

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