UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Sobre as tromboses venosas profundas, pode-se afirmar que:
Neoplasia + Quimioterapia = ↑ Risco de Trombose Venosa Profunda (TVP).
Pacientes com câncer, especialmente aqueles em tratamento quimioterápico, apresentam um estado de hipercoagulabilidade significativo. A própria doença neoplásica e os agentes quimioterápicos induzem alterações que aumentam drasticamente o risco de eventos tromboembólicos, incluindo a trombose venosa profunda, tornando-a uma complicação comum e grave.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, mais comumente nas pernas. É uma manifestação da tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade) e pode levar a complicações como embolia pulmonar, uma emergência médica potencialmente fatal. A relação entre câncer e TVP é bem estabelecida, sendo o câncer um dos fatores de risco mais potentes para eventos tromboembólicos. Este fenômeno é conhecido como síndrome de Trousseau, ou tromboflebite migratória. Pacientes oncológicos apresentam um estado de hipercoagulabilidade intrínseco devido à liberação de substâncias protrombóticas pelas células tumorais, inflamação sistêmica, e muitas vezes, imobilização prolongada ou compressão vascular. Adicionalmente, o tratamento quimioterápico intensifica ainda mais esse risco. Diversos agentes quimioterápicos podem induzir lesão endotelial, ativar plaquetas e modular a cascata de coagulação, elevando significativamente a probabilidade de TVP. Portanto, a profilaxia e o manejo da TVP são componentes cruciais no cuidado de pacientes com câncer, exigindo vigilância e, muitas vezes, anticoagulação profilática.
Pacientes com neoplasia apresentam um estado de hipercoagulabilidade devido à liberação de fatores protrombóticos pelas células tumorais, inflamação sistêmica, compressão vascular por massas tumorais e imobilização.
Muitos agentes quimioterápicos podem danificar o endotélio vascular, ativar plaquetas e alterar a cascata de coagulação, exacerbando o estado de hipercoagulabilidade já presente no câncer e aumentando ainda mais o risco de TVP.
Os sinais e sintomas mais comuns incluem dor, inchaço, calor e vermelhidão na perna afetada. O sinal de Homans (dor na panturrilha à dorsiflexão do pé) é inespecífico e nem sempre presente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo