Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023
Mulher, 57 anos, queixa de edema em panturrilha direita e dor contínua com início há 2 dias. Relata cirurgia prévia há 12 dias de adbominoplastia e que permaneceu em "repouso absoluto" devido dor na cirurgia e receio de rompimento dos pontos. Ao exame: panturrilha direita edemaciada com menor mobilidade em comparação à esquerda, dor após dorsiflexão passiva do pé direito. Solicitado ultrassonografia com doppler de membros inferiores que só poderá ser realizado no dia seguinte. Qual é a conduta adequada neste momento ?
Suspeita alta de TVP pós-cirurgia com US agendado → iniciar anticoagulação empírica com HBPM.
Em pacientes com alta probabilidade clínica de TVP (pós-operatório, imobilização, sinal de Homans) e impossibilidade de realizar o US Doppler imediatamente, a anticoagulação empírica com HBPM deve ser iniciada para prevenir embolia pulmonar.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas. É uma complicação comum em pacientes pós-cirúrgicos, especialmente aqueles com imobilização prolongada, como a paciente do caso que realizou abdominoplastia e permaneceu em "repouso absoluto". A TVP pode levar a complicações como a síndrome pós-trombótica e, mais perigosamente, à Embolia Pulmonar (EP), que é uma das principais causas de morte evitável em pacientes hospitalizados. O diagnóstico da TVP é baseado na suspeita clínica (sinais e sintomas como edema unilateral, dor, calor, sinal de Homans), fatores de risco e confirmado por exames de imagem, sendo o ultrassom Doppler de membros inferiores o padrão-ouro. O escore de Wells pode auxiliar na estratificação do risco. No entanto, em situações de alta probabilidade clínica e impossibilidade de realizar o exame de imagem imediatamente, a conduta deve ser proativa. A conduta adequada, neste cenário de alta suspeita clínica e risco iminente de EP, é iniciar a anticoagulação empírica com heparina de baixo peso molecular (HBPM), como a enoxaparina na dose de 1mg/Kg a cada 12h (ou 1,5mg/Kg uma vez ao dia, dependendo do protocolo e indicação). A HBPM oferece um perfil de segurança e eficácia favorável, sendo preferível à heparina não fracionada para uso ambulatorial ou enquanto se aguarda o diagnóstico definitivo. A anticoagulação deve ser mantida até a confirmação ou exclusão da TVP.
Fatores de risco incluem cirurgia (especialmente ortopédicas ou abdominais extensas), imobilização prolongada, idade avançada, obesidade, história prévia de TVP/TEP, câncer e uso de estrogênios.
Em casos de alta probabilidade clínica de TVP, a anticoagulação empírica com HBPM é iniciada para prevenir a progressão do trombo e o risco de embolia pulmonar, uma complicação potencialmente fatal, enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica.
Os sinais e sintomas clássicos incluem edema unilateral da panturrilha ou coxa, dor, calor, eritema e, por vezes, o sinal de Homans (dor à dorsiflexão passiva do pé), embora este último seja inespecífico.
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