HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Sobre DIAGNÓSTICO na TVP, qual destas ações NÃO está indicada?
ECO-TT não é indicado para diagnóstico de TVP; é útil para avaliar complicações cardíacas ou embolia pulmonar.
O diagnóstico de TVP envolve a avaliação da probabilidade clínica (Escore de Wells), o D-dímero para excluir TVP em baixa probabilidade, e o ultrassom Doppler venoso como método de imagem de escolha. A flebografia é um exame invasivo, reservado para casos específicos. O ECO-TT não é uma ferramenta diagnóstica para a TVP em si.
O diagnóstico da Trombose Venosa Profunda (TVP) é um desafio clínico devido à sua apresentação inespecífica e ao risco de complicações graves, como a embolia pulmonar. A abordagem diagnóstica deve ser sistemática, combinando a avaliação da probabilidade clínica com exames laboratoriais e de imagem. O Escore de Wells é uma ferramenta validada para estimar a probabilidade pré-teste de TVP, categorizando os pacientes em baixa, intermediária ou alta probabilidade. O D-dímero, um produto da degradação da fibrina, é um exame sensível, mas pouco específico. Seu principal valor está em seu alto valor preditivo negativo: um D-dímero negativo em um paciente com baixa probabilidade clínica de TVP praticamente exclui a doença. Para pacientes com probabilidade intermediária/alta ou D-dímero positivo, o ultrassom Doppler venoso é o método de imagem de escolha, sendo não invasivo, amplamente disponível e preciso para TVP proximal. A flebografia, embora considerada o padrão-ouro no passado, é invasiva e raramente utilizada hoje em dia, sendo reservada para casos diagnósticos complexos. O ecocardiograma transtorácico (ECO-TT), por sua vez, é uma ferramenta para avaliar a função cardíaca e detectar trombos em câmaras cardíacas ou artérias pulmonares em casos de suspeita de embolia pulmonar, mas não é indicado para o diagnóstico direto da TVP nas veias dos membros.
A sequência diagnóstica geralmente começa com a avaliação da probabilidade clínica pelo Escore de Wells. Em baixa probabilidade, o D-dímero pode excluir a TVP. Em alta probabilidade ou D-dímero positivo, o ultrassom Doppler venoso é o exame de imagem de escolha.
O D-dímero é um produto de degradação da fibrina. Um resultado negativo, em pacientes com baixa probabilidade clínica (Escore de Wells baixo), tem alto valor preditivo negativo e pode excluir a TVP, evitando exames de imagem desnecessários.
A flebografia é um exame invasivo e foi amplamente substituída pelo ultrassom Doppler. É reservada para casos em que o ultrassom é inconclusivo ou quando há forte suspeita de TVP em locais de difícil acesso, como veias pélvicas.
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