UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente com neoplasia de colo de útero, em tratamento com radioquimioterapia, apresentando sangramento vaginal, evoluiu com dor e edema no membro inferior direito. Qual a sua conduta para tratamento no caso clínico da questão anterior?
TVP em paciente oncológica com sangramento ativo → Filtro de veia cava para prevenir EP.
Em pacientes oncológicos com trombose venosa profunda (TVP) e sangramento ativo (como sangramento vaginal por neoplasia de colo de útero), a anticoagulação plena é contraindicada devido ao risco de exacerbar o sangramento. Nesses casos, o filtro de veia cava inferior é a opção para prevenir embolia pulmonar (EP).
A trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação comum e grave em pacientes com câncer, sendo a segunda causa de morte nesses indivíduos, superada apenas pela própria progressão da doença. A neoplasia de colo de útero, especialmente em tratamento com radioquimioterapia, aumenta ainda mais o risco trombótico devido à inflamação, imobilização e efeitos diretos do tumor e do tratamento na coagulação. O quadro de dor e edema no membro inferior direito sugere fortemente TVP. A conduta padrão para TVP é a anticoagulação plena. No entanto, o sangramento vaginal ativo, decorrente da neoplasia de colo de útero, representa uma contraindicação absoluta à anticoagulação, pois aumentaria o risco de hemorragia grave e potencialmente fatal. Nesse cenário, a prevenção da embolia pulmonar (EP), uma complicação potencialmente fatal da TVP, torna-se prioritária sem o uso de anticoagulantes. O filtro de veia cava inferior (FVCI) é a intervenção de escolha para pacientes com TVP e contraindicação à anticoagulação, pois impede a migração de trombos para a circulação pulmonar. É crucial que o residente saiba identificar essa situação e indicar a conduta correta para evitar complicações graves.
Pacientes com câncer têm um estado de hipercoagulabilidade devido à liberação de substâncias protrombóticas pelo tumor, inflamação sistêmica, imobilização, cirurgias e efeitos da quimioterapia e radioterapia, aumentando o risco de TVP.
O filtro de veia cava inferior é indicado em pacientes oncológicos com TVP ou EP que possuem contraindicação absoluta à anticoagulação plena, como sangramento ativo significativo (ex: sangramento vaginal por neoplasia de colo de útero) ou alto risco de sangramento.
A primeira linha de tratamento para TVP em câncer é a anticoagulação plena, preferencialmente com heparinas de baixo peso molecular. O filtro de veia cava é uma alternativa para casos com contraindicação à anticoagulação.
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