INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Paciente masculino, de 72 anos, em tratamento de câncer de próstata, procurou atendimento em ambulatório de oncologia, referindo dor em membro inferior esquerdo havia um dia, mais intensa à dorsiflexão do pé, edema de panturrilha esquerda progressivo para todo o membro, com pulso palpável e aumento de sensibilidade à palpação de todo o membro.Nesse caso, considerando-se a chance de confirmar a hipótese diagnóstica mais provável, qual é a melhor opção de exame complementar?
Paciente oncológico com dor e edema unilateral de membro inferior → TVP. USG com Doppler é o exame de escolha.
A trombose venosa profunda (TVP) deve ser a principal hipótese diagnóstica em pacientes com câncer que apresentam dor e edema unilateral de membro inferior. O ultrassom com Doppler é o método diagnóstico de escolha devido à sua alta sensibilidade, especificidade e natureza não invasiva, permitindo a visualização direta do trombo e avaliação do fluxo sanguíneo.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo (trombo) em uma ou mais veias profundas, geralmente nas pernas. Pacientes oncológicos, como o caso descrito de um homem de 72 anos em tratamento para câncer de próstata, apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver TVP devido ao estado de hipercoagulabilidade associado à doença maligna, aos tratamentos (quimioterapia, cirurgia) e à imobilização. A TVP é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes com câncer. Os sintomas típicos de TVP incluem dor unilateral no membro inferior, que pode ser mais intensa à dorsiflexão do pé (sinal de Homan, embora inespecífico), edema progressivo do membro, aumento da sensibilidade à palpação e, por vezes, eritema e calor local. A presença de pulso palpável é importante para diferenciar de condições arteriais. Diante dessa suspeita clínica, a confirmação diagnóstica é crucial para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações graves, como a embolia pulmonar. A ultrassonografia com Doppler é o exame complementar de escolha para o diagnóstico de TVP. É um método não invasivo, seguro, acessível e com alta acurácia para identificar trombos nas veias profundas, avaliando a compressibilidade da veia e o fluxo sanguíneo. A flebografia, embora considerada o padrão-ouro, é invasiva e raramente utilizada na prática clínica atual. A arteriografia é indicada para doenças arteriais, e a ultrassonografia de partes moles não é específica para a detecção de trombos venosos. Portanto, a USG com Doppler é a melhor opção para confirmar a hipótese diagnóstica de TVP neste cenário.
Pacientes com câncer têm um risco aumentado de TVP devido a múltiplos fatores, incluindo o estado de hipercoagulabilidade induzido pelo tumor, quimioterapia, cirurgias, imobilização prolongada e a presença de cateteres venosos centrais. O tipo de câncer e o estágio da doença também influenciam o risco.
Os sintomas clássicos incluem dor unilateral no membro afetado (geralmente panturrilha), edema, eritema, aumento da temperatura local e, por vezes, dor à dorsiflexão do pé (sinal de Homan). No entanto, a TVP pode ser assintomática em até 50% dos casos.
A ultrassonografia com Doppler é o exame de escolha por ser não invasiva, amplamente disponível, relativamente barata e com alta sensibilidade e especificidade para detectar trombos nas veias profundas. Ela permite visualizar o trombo, avaliar a compressibilidade da veia e o fluxo sanguíneo, confirmando o diagnóstico de TVP.
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