SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Paciente 32 anos, sexo feminino, com queixa de dor em panturrilha esquerda e câimbras há 1 dia. Relata que no dia anterior havia realizado viagem de carro por 15h. Nuligesta. Sem história de tabagismo. Em uso de contraceptivo oral de longa data. Ao exame: Panturrilha esquerda empastada. Boa perfusão periférica. Pulsos distais presentes, amplos e simétricos. Sobre o caso acima, assinale a alternativa verdadeira sobre o ponto de vista diagnóstico e terapêutico.
Dor + empastamento em panturrilha + fatores de risco (ACO, viagem prolongada) → alta suspeita de TVP; iniciar anticoagulação após confirmação diagnóstica.
A paciente apresenta fatores de risco clássicos para Trombose Venosa Profunda (TVP) – uso de contraceptivo oral e viagem prolongada – e sintomas compatíveis (dor, empastamento de panturrilha). A conduta correta é confirmar o diagnóstico (geralmente com ultrassom Doppler) e iniciar a anticoagulação, desde que não haja contraindicações.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, mais comumente nas pernas. É uma condição séria devido ao risco de embolia pulmonar (EP), uma complicação potencialmente fatal. Os fatores de risco para TVP são classicamente descritos pela Tríade de Virchow: estase sanguínea (viagens prolongadas, imobilização), lesão endotelial e estados de hipercoagulabilidade (uso de contraceptivos orais, trombofilias, câncer). O diagnóstico de TVP é suspeitado clinicamente por dor, edema, empastamento e calor na panturrilha afetada. No entanto, os sinais e sintomas podem ser inespecíficos. A avaliação da probabilidade pré-teste (ex: escore de Wells) é crucial. O D-dímero pode ser usado para excluir TVP em pacientes de baixo risco, mas o exame confirmatório padrão-ouro é o ultrassom Doppler venoso dos membros inferiores. O tratamento da TVP consiste na anticoagulação para prevenir a extensão do trombo e a ocorrência de embolia pulmonar. A heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular) é frequentemente iniciada enquanto se aguarda a confirmação diagnóstica em casos de alta suspeita, seguida por anticoagulantes orais. É fundamental avaliar contraindicações à anticoagulação antes de iniciar o tratamento.
Os principais fatores de risco incluem imobilização prolongada (viagens longas, cirurgias), uso de contraceptivos orais, gravidez, puerpério, câncer, trombofilias e trauma.
O D-dímero é útil para excluir TVP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste. Um D-dímero positivo, no entanto, não é diagnóstico e requer confirmação por ultrassom Doppler, pois pode estar elevado em diversas outras condições.
A anticoagulação é o tratamento principal para TVP para prevenir a extensão do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar (EP) e diminuir a chance de síndrome pós-trombótica, estabilizando o trombo e permitindo sua lise natural.
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