PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente de 37 naos, gestante de 22 semanas, queixa-se de dor em membro inferior esquerdo (MIE) com empastamento da panturrilha ipsilateral desde a 18ª semana. Ao exame físico, apresenta sinal de homans positivo, com edema discreto (+/4+) em MIE. A dosagem de D-dímero foi elevada e o ecodoppler venoso demonstrou presença de trombo recente em veia femoral superficial de MIE. A conduta MAIS INDICADA nesse momento é a administração de:
TVP na gestação → Enoxaparina (HBPM) é o anticoagulante de escolha.
A trombose venosa profunda (TVP) na gravidez é uma condição séria que exige anticoagulação imediata. As heparinas de baixo peso molecular (HBPM), como a enoxaparina, são a escolha preferencial por sua eficácia e segurança, pois não atravessam a barreira placentária.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação grave da gravidez, com risco aumentado devido ao estado de hipercoagulabilidade fisiológica, estase venosa e compressão uterina. A incidência de TVP é maior no segundo e terceiro trimestres e no puerpério. O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser inespecíficos e o D-dímero, embora elevado, não é tão útil devido à sua elevação fisiológica na gestação. O ecodoppler venoso é o padrão-ouro para confirmação. O manejo da TVP na gestação exige anticoagulação imediata e segura para a mãe e o feto. As heparinas de baixo peso molecular (HBPM), como a enoxaparina, são a primeira escolha devido à sua eficácia, perfil de segurança (não atravessam a barreira placentária) e menor risco de osteoporose e trombocitopenia induzida por heparina em comparação com a heparina não fracionada. A dose é ajustada pelo peso e a duração do tratamento se estende por toda a gestação e pelo menos 6 semanas pós-parto, totalizando no mínimo 3 meses. É crucial evitar medicamentos teratogênicos. A varfarina é contraindicada na gravidez, especialmente no primeiro trimestre, devido ao risco de embriopatia. Os novos anticoagulantes orais (NOACs) também são contraindicados por falta de dados de segurança. O ácido acetilsalicílico não é um anticoagulante potente o suficiente para o tratamento de TVP estabelecida. Residentes devem dominar a escolha e o manejo da anticoagulação neste cenário clínico complexo.
Os sinais e sintomas incluem dor, inchaço (edema), calor e empastamento na panturrilha ou coxa do membro afetado. O sinal de Homans (dor na panturrilha com dorsiflexão do pé) pode estar presente, mas não é específico.
O tratamento de escolha para TVP em gestantes é a anticoagulação com heparina de baixo peso molecular (HBPM), como a enoxaparina, administrada por via subcutânea.
A varfarina é teratogênica, especialmente no primeiro trimestre, podendo causar embriopatia. Os novos anticoagulantes orais (como rivaroxabana) não possuem dados de segurança suficientes em gestantes e são geralmente contraindicados.
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