UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
A CONDUTA PARA TROMBOSE VENOSA PROFUNDA FEMORO-POPLÍTEA É:
TVP femoropoplítea → Anticoagulação imediata + elevação do membro para reduzir edema e dor e prevenir EP.
A trombose venosa profunda (TVP) femoropoplítea é uma condição grave que exige anticoagulação imediata para prevenir a progressão do trombo e a ocorrência de embolia pulmonar. A elevação do membro afetado ajuda a reduzir o edema e a dor, melhorando o conforto do paciente.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) femoropoplítea é uma condição séria que envolve a formação de um coágulo sanguíneo nas veias profundas da coxa e joelho. É de grande importância clínica devido ao risco significativo de embolia pulmonar (EP), uma complicação potencialmente fatal. A epidemiologia mostra que a TVP é mais comum em pacientes com fatores de risco como cirurgias recentes, imobilização prolongada, câncer, gravidez e trombofilias. A fisiopatologia da TVP envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. O diagnóstico é suspeito clinicamente (dor, edema, calor, eritema no membro) e confirmado por exames de imagem, sendo o ultrassom Doppler o padrão-ouro. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco e sintomas compatíveis. A conduta para TVP femoropoplítea é a anticoagulação imediata, que pode ser iniciada com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada, seguida por anticoagulantes orais (varfarina ou novos anticoagulantes orais - NOACs). Além da anticoagulação, a elevação do membro afetado é recomendada para reduzir o edema e a dor. Meias de compressão graduada também podem ser utilizadas para prevenir a síndrome pós-trombótica.
O principal objetivo é prevenir a propagação do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar (EP) e minimizar a ocorrência de síndrome pós-trombótica, preservando a função venosa.
A duração da anticoagulação varia, mas geralmente é de 3 a 6 meses para TVP provocada e pode ser indefinida para TVP não provocada ou recorrente, dependendo dos fatores de risco.
O principal risco é o sangramento, que pode variar de menor (equimoses) a grave (hemorragia intracraniana), exigindo monitoramento cuidadoso e ajuste da dose.
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