Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
Na maioria das vezes, as veias recentemente trombosadas apresentam-se distendidas, com diâmetros maiores que os vasos arteriais adjacentes. Podemos indicar como correto o item:
Trombos agudos: veia distendida, não compressível, hipoecoica. Trombos antigos: veia colapsada, fibrosa, hiperecoica.
A distensão da veia é um achado ultrassonográfico crucial para diferenciar trombos agudos de antigos. Trombos agudos geralmente causam distensão venosa e são hipoecoicos, enquanto trombos antigos tendem a ser mais ecogênicos, aderidos à parede e associados a uma veia não distendida ou até mesmo contraída e fibrosada.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, mais comumente nas pernas. O diagnóstico precoce e a diferenciação entre trombos agudos e crônicos são cruciais para o manejo adequado e para prevenir complicações como a embolia pulmonar e a síndrome pós-trombótica. A ultrassonografia vascular com Doppler é o método de imagem de escolha para o diagnóstico de TVP. A fisiopatologia da TVP envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. As características ultrassonográficas dos trombos variam com o tempo. Trombos agudos são tipicamente hipoecoicos ou anecoicos, preenchem completamente o lúmen venoso, causam distensão da veia e, mais importante, resultam na incompressibilidade da veia sob pressão do transdutor. A distensão venosa é um marcador importante da agudeza do trombo, indicando um coágulo recente que ainda não sofreu retração ou organização. Em contraste, trombos crônicos são mais ecogênicos, heterogêneos, aderidos à parede venosa e podem apresentar recanalização parcial ou completa. A veia afetada por um trombo crônico geralmente não está distendida; pode até estar contraída ou apresentar espessamento da parede e válvulas danificadas. O tratamento da TVP aguda envolve anticoagulação para prevenir a propagação do trombo e a embolia pulmonar. A identificação da cronicidade pode influenciar a duração da anticoagulação e a investigação de causas subjacentes.
Um trombo agudo geralmente se apresenta como uma massa hipoecoica ou anecoica que preenche o lúmen venoso, causando distensão da veia e perda completa ou parcial da sua compressibilidade. Pode haver ausência de fluxo Doppler no segmento afetado.
A distensão venosa é um sinal de trombo agudo, pois o coágulo recente ocupa o lúmen e impede o colapso da veia. Trombos antigos, por outro lado, são geralmente fibróticos, aderidos à parede e a veia pode estar normal em diâmetro ou até mesmo contraída e recanalizada.
Trombos crônicos são tipicamente mais ecogênicos, heterogêneos, aderidos à parede venosa e podem apresentar calcificações. A veia pode estar recanalizada, com espessamento da parede e perda da distensibilidade, e o lúmen pode estar reduzido ou ocluído.
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