MedEvo Simulado — Prova 2025
Homem de 45 anos, submetido há 10 dias a osteossíntese de fratura de fêmur esquerdo, procura o pronto-socorro com queixa de dor súbita e edema em membro inferior esquerdo há 24 horas. Ao exame físico, apresenta panturrilha esquerda edemaciada, empastada, dolorosa à palpação, com sinal de Homans positivo. Relata uso irregular da profilaxia antitrombótica prescrita. Sua pontuação na escala de Wells para TVP é de 3 pontos. Qual a conduta inicial mais apropriada?
Wells ≥ 2 pontos + alta suspeita clínica → iniciar anticoagulação empírica imediata.
Em um paciente com alta probabilidade clínica de TVP (Escala de Wells ≥ 2 pontos) e sintomas agudos, especialmente no pós-operatório de cirurgia ortopédica e com profilaxia irregular, a conduta inicial mais apropriada é iniciar imediatamente a anticoagulação terapêutica com heparina de baixo peso molecular, antes mesmo da confirmação por imagem, para prevenir a embolia pulmonar.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição grave que pode levar a complicações como a embolia pulmonar (EP), sendo uma das principais causas de mortalidade e morbidade no ambiente hospitalar. Pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas, como a osteossíntese de fratura de fêmur, apresentam alto risco de desenvolver TVP, especialmente se a profilaxia antitrombótica for inadequada. O reconhecimento precoce e a conduta imediata são essenciais para um bom prognóstico. A fisiopatologia da TVP envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e estado de hipercoagulabilidade. No caso apresentado, a cirurgia e a imobilização contribuem para a estase e lesão, e a profilaxia irregular aumenta o risco. O diagnóstico clínico é auxiliado pela Escala de Wells, que atribui pontos a fatores como edema unilateral, dor à palpação, cirurgia recente, entre outros. Uma pontuação de 3 pontos, como no caso, indica alta probabilidade de TVP. Diante de uma alta probabilidade clínica de TVP, a conduta inicial mais apropriada é iniciar imediatamente a anticoagulação terapêutica. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a droga de escolha devido à sua eficácia, segurança e facilidade de administração. Embora o ultrassom Doppler seja o exame confirmatório padrão-ouro, o atraso no início da anticoagulação para aguardar o exame pode aumentar o risco de EP. A coleta de exames laboratoriais básicos é importante para monitorar a função renal e a coagulação antes e durante o tratamento, mas não deve atrasar a terapia inicial.
Os principais fatores de risco para TVP no pós-operatório incluem cirurgias ortopédicas de grande porte (especialmente de quadril e joelho), imobilização prolongada, idade avançada, histórico prévio de TVP/TEP, câncer, obesidade e uso irregular de profilaxia antitrombótica.
A Escala de Wells é uma ferramenta de estratificação de risco que atribui pontos a sinais, sintomas e fatores de risco para TVP. Uma pontuação de 2 pontos ou mais indica alta probabilidade de TVP, justificando a investigação imediata e, em muitos casos, o início empírico da anticoagulação antes da confirmação por imagem.
Iniciar a anticoagulação imediatamente em casos de alta suspeita de TVP é crucial para prevenir a progressão do trombo e, principalmente, para reduzir o risco de embolia pulmonar (EP), uma complicação potencialmente fatal. A HBPM é a escolha inicial devido ao rápido início de ação.
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