UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Paciente feminina, 35 anos de idade, secretária, faz uso de anticoncepcional oral, é tabagista e obesa. Ao sair do trabalho, procurou imediatamente o pronto-socorro por apresentar dor súbita na panturrilha esquerda há 2 horas. A paciente negou qualquer trauma ou quadro clínico semelhante anterior. O exame clínico evidenciou edema, cianose distal e dor à palpação e a dorso flexão do pé ipsilateral, os pulsos eram palpáveis. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a hipótese diagnóstica mais provável para esse caso.
Dor súbita unilateral em panturrilha + edema + cianose distal + fatores de risco (ACO, tabagismo, obesidade) + pulsos palpáveis → TVP.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) deve ser fortemente suspeitada em pacientes com dor súbita e edema unilateral de membro inferior, especialmente na presença de múltiplos fatores de risco como uso de anticoncepcionais orais, tabagismo e obesidade, com pulsos distais preservados.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas, sendo uma condição grave devido ao risco de embolia pulmonar (EP). Sua epidemiologia é significativa, afetando milhões anualmente, e é crucial para residentes reconhecerem seus fatores de risco, que incluem a tríade de Virchow (estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade), exemplificada por uso de anticoncepcionais orais, tabagismo e obesidade. A fisiopatologia envolve a interação desses fatores, levando à formação do trombo. O diagnóstico clínico da TVP baseia-se em sinais e sintomas como dor súbita, edema unilateral, calor e cianose do membro afetado. É fundamental diferenciar de outras causas de dor na panturrilha, como cisto de Baker ou erisipela, e especialmente de oclusão arterial aguda, onde os pulsos estariam ausentes. A presença de pulsos palpáveis é um dado chave para a suspeita de TVP. O tratamento da TVP visa prevenir a EP, aliviar os sintomas e evitar a síndrome pós-trombótica. A anticoagulação é a base do tratamento, com heparinas de baixo peso molecular ou anticoagulantes orais diretos. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a vigilância é necessária para complicações. A identificação precoce e o manejo correto são habilidades essenciais para a prática médica.
Os principais fatores de risco incluem uso de anticoncepcionais orais, tabagismo, obesidade, imobilização prolongada, cirurgias recentes, câncer, gravidez e trombofilias.
Dor súbita unilateral na panturrilha, edema, calor, eritema ou cianose do membro afetado, e dor à dorsiflexão do pé (sinal de Homans) são indicativos. A presença de pulsos distais é crucial para diferenciar de oclusão arterial.
O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia Doppler do membro inferior. A conduta inicial envolve anticoagulação para prevenir a embolia pulmonar e reduzir a progressão do trombo.
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