UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente feminina, de 58 anos, com história de hipertensão arterial sistêmica de longa data e insuficiência renal crônica em hemodiálise, veio à consulta por edema do membro inferior esquerdo com evolução de 6 dias. A avaliação complementar com eco-Doppler colorido venoso confirmou a suspeita de trombose venosa profunda proximal. Assinale a assertiva correta sobre a opção terapêutica adequada para a paciente.
TVP em IRC/hemodiálise: Rivaroxabana não exige INR; Heparina de baixo peso molecular exige ajuste.
Para pacientes com TVP e insuficiência renal crônica em hemodiálise, a rivaroxabana é uma opção de anticoagulação que, por ser um DOAC, não requer monitoramento do INR. O INR é utilizado para monitorar antagonistas da vitamina K, como a varfarina.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição grave que requer anticoagulação imediata para prevenir a embolia pulmonar e a síndrome pós-trombótica. O manejo da TVP em pacientes com insuficiência renal crônica (IRC), especialmente aqueles em hemodiálise, é complexo devido ao risco aumentado de sangramento e à necessidade de ajuste de dose dos anticoagulantes. A escolha do agente anticoagulante deve considerar a função renal e o perfil de segurança. Anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a rivaroxabana, apixabana e edoxabana, são amplamente utilizados para o tratamento da TVP. Diferentemente dos antagonistas da vitamina K (como a varfarina), os DOACs não requerem monitoramento regular do INR (International Normalized Ratio), o que simplifica o manejo. No entanto, a maioria dos DOACs é excretada renalmente em alguma extensão, exigindo ajuste de dose em pacientes com IRC. A rivaroxabana, por exemplo, pode ser usada com cautela e ajuste de dose em pacientes com ClCr < 30 mL/min, incluindo aqueles em hemodiálise. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é uma opção eficaz, mas também requer ajuste de dose em IRC grave devido ao risco de acúmulo e sangramento. O filtro de veia cava inferior é uma alternativa para pacientes com contraindicação absoluta à anticoagulação, mas não é a primeira linha de tratamento e possui suas próprias complicações. A decisão terapêutica deve ser individualizada, ponderando os riscos de trombose e sangramento, e frequentemente envolve a consulta com nefrologistas e hematologistas.
A principal preocupação é o risco aumentado de sangramento devido à disfunção plaquetária e à acumulação de fármacos anticoagulantes, que são excretados renalmente. É crucial ajustar a dose e escolher o agente adequado.
A rivaroxabana, um DOAC, pode ser utilizada em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise, geralmente com ajuste de dose. Sua vantagem é não exigir monitoramento de INR, simplificando o manejo.
O implante de filtro de veia cava inferior é reservado para pacientes com TVP proximal que possuem contraindicação absoluta à anticoagulação ou que apresentam embolia pulmonar recorrente apesar da anticoagulação adequada.
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