São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Em relação ao manejo da trombose venosa profunda (TVP), qual dos seguintes é o anticoagulante de escolha para o tratamento inicial e a prevenção de recorrências em pacientes sem contraindicações?
TVP sem contraindicações → Rivaroxabana oral, início imediato, sem sobreposição com heparina.
Os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a rivaroxabana, são a escolha preferencial para o tratamento inicial e a prevenção de recorrências da TVP em pacientes sem contraindicações. Sua vantagem é a administração oral e a não necessidade de terapia de sobreposição com heparina, simplificando o manejo.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição comum e potencialmente grave, caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas. Sua principal complicação é a embolia pulmonar (EP), que pode ser fatal. O manejo adequado da TVP é crucial para prevenir a EP e a síndrome pós-trombótica. O diagnóstico da TVP é baseado na suspeita clínica (escore de Wells), confirmado por exames de imagem como o ultrassom Doppler. O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir a extensão do trombo, evitar a EP e reduzir o risco de recorrência. A anticoagulação é a pedra angular do tratamento. Atualmente, os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como a rivaroxabana, apixabana, dabigatrana e edoxabana, são a primeira escolha para a maioria dos pacientes com TVP sem contraindicações. A rivaroxabana e a apixabana podem ser iniciadas imediatamente, sem a necessidade de terapia de sobreposição com heparina, simplificando o tratamento. A varfarina ainda é uma opção, mas requer monitoramento rigoroso do INR e terapia de sobreposição inicial com heparina. A escolha do anticoagulante deve considerar as características do paciente, comorbidades e risco de sangramento.
Os principais sintomas da TVP incluem dor, inchaço, calor e vermelhidão na perna afetada, geralmente unilateral. Pode haver também empastamento da panturrilha.
A rivaroxabana é preferida pela sua comodidade de uso (dose fixa, sem monitoramento de INR), início de ação rápido e perfil de segurança favorável, sem a necessidade de terapia de sobreposição com heparina.
As contraindicações para DOACs incluem sangramento ativo, insuficiência renal ou hepática grave, síndrome antifosfolípide (para alguns DOACs), e gravidez/lactação.
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