PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
No primeiro dia de pós-operatório, a mesma paciente desenvolveu edema na coxa e na perna D. O duplex scan revelou trombose venosa profunda iliofemoral. O próximo passo da conduta é:
TVP iliofemoral pós-operatória → Anticoagulação plena com HBPM (ex: 1mg/kg 12/12h).
A trombose venosa profunda (TVP) iliofemoral no pós-operatório requer anticoagulação terapêutica imediata. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a escolha preferencial para iniciar o tratamento, na dose de 1 mg/kg a cada 12 horas ou 1,5 mg/kg uma vez ao dia, devido à sua eficácia e segurança.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação grave, especialmente no período pós-operatório e pós-parto, devido ao estado de hipercoagulabilidade e imobilidade. A TVP iliofemoral, por sua extensão, apresenta maior risco de tromboembolismo pulmonar (TEP) e síndrome pós-trombótica. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, sendo o duplex scan o método de escolha. Uma vez diagnosticada, a conduta imediata é a anticoagulação terapêutica para prevenir a propagação do trombo, reduzir o risco de TEP e minimizar o dano valvular venoso que leva à síndrome pós-trombótica. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é o tratamento de primeira linha, administrada em doses terapêuticas (ex: enoxaparina 1 mg/kg a cada 12 horas). A anticoagulação é mantida por um período mínimo de 3 meses, podendo ser estendida dependendo dos fatores de risco do paciente. Medidas de suporte, como elevação do membro e meias de compressão, são adjuvantes, mas não substituem a anticoagulação.
Fatores incluem imobilidade prolongada, cirurgia de grande porte (especialmente pélvica/ortopédica), idade avançada, obesidade, história prévia de TVP/TEP, trombofilias e o próprio estado de hipercoagulabilidade da gravidez e puerpério.
A HBPM é preferida devido à sua previsibilidade farmacocinética, não necessitando de monitorização laboratorial rotineira, menor risco de trombocitopenia induzida por heparina e possibilidade de administração ambulatorial.
O filtro de veia cava é reservado para pacientes com TVP proximal ou TEP que possuem contraindicações absolutas à anticoagulação ou que apresentam recorrência de TEP apesar da anticoagulação adequada.
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