IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Mulher, 67 anos, deu entrada no Pronto Socorro com dor e edema de membro inferior direito associada a leve dispnéia. Tem antecedente de histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral videolaparoscópica por neoplasia de ovário há 6 dias, com alta hospitalar há 3 com medicação sintomática. À admissão, estava eupneica em ar ambiente, Sat O2 97%, PA 130 x 80 mmHg, Pulso 82 bpm. Ausculta pulmonar e cardíaca limpas. Abdome flácido, indolor, cicatrizes de bom aspecto. Edema de perna direita com dor à palpação dessa panturrilha, sem outras peculiaridades. Qual a primeira medida mais adequada para realização ainda no Pronto Socorro?
Pós-operatório + dor/edema unilateral + dispneia súbita → Alta suspeita TVP/TEP = Anticoagulação plena imediata.
Paciente em pós-operatório recente de cirurgia oncológica (fator de risco para trombose) apresentando dor e edema unilateral em membro inferior e dispneia leve tem alta probabilidade de TVP com TEP. A medida mais adequada, diante da alta suspeita clínica, é iniciar a anticoagulação plena imediatamente, mesmo antes da confirmação diagnóstica por imagem, para evitar a progressão do quadro.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a Trombose Venosa Profunda (TVP) e a Embolia Pulmonar (TEP), é uma complicação grave e potencialmente fatal, especialmente em pacientes cirúrgicos. A incidência aumenta significativamente no pós-operatório, sendo a cirurgia oncológica um dos maiores fatores de risco. A rápida identificação e manejo são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia do TEV envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea (imobilização pós-cirúrgica), lesão endotelial (cirurgia) e hipercoagulabilidade (câncer, cirurgia). A suspeita clínica é fundamental, baseada em sintomas como dor e edema unilateral de membro inferior para TVP, e dispneia, dor torácica e taquicardia para TEP. A paciente do caso apresenta um quadro altamente sugestivo. Diante de alta probabilidade clínica de TVP/TEP, a conduta inicial mais adequada é a anticoagulação plena imediata, após exclusão de contraindicações. Exames como D-dímero, Doppler venoso e AngioTC são importantes para a confirmação diagnóstica, mas não devem atrasar o início da terapia em casos de alta suspeita. O manejo precoce com anticoagulantes é vital para prevenir a progressão do trombo e novas embolias.
Sinais de TVP incluem dor, edema, calor e eritema unilateral em membro inferior. TEP pode manifestar-se com dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e tosse, especialmente em pacientes com fatores de risco.
Devido à alta probabilidade clínica de TVP/TEP em uma paciente com múltiplos fatores de risco (pós-operatório de cirurgia oncológica) e sintomas sugestivos, a anticoagulação plena deve ser iniciada imediatamente para prevenir a progressão do trombo, novas embolias e reduzir a mortalidade, mesmo antes da confirmação por imagem.
Para TVP, o Doppler Venoso de membro inferior é o padrão-ouro. Para TEP, a Angiotomografia de Tórax (AngioTC) é o exame de escolha. O D-dímero pode ser útil para excluir TVP/TEP em pacientes de baixa probabilidade clínica.
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