UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente do sexo feminino, 55 anos, comparece à consulta do ortopedista, após artroscopia de joelho esquerdo, com queixa de dor em membro inferior esquerdo. Relata dor iniciada 3 dias após o procedimento, sem traumas associados, acompanhada de edema, dor e eritema na referida perna. É usuária de terapia de reposição hormonal e estava em repouso absoluto desde o procedimento. Ao exame físico, nota-se assimetria de membros inferiores (edema evidente), com dor à palpação do trajeto venoso e sinal de Homan positivo.Acerca do quadro apresentado, assinale a afirmativa correta.
Alta suspeição TVP (Wells alto, sintomas clássicos, fatores risco) → USG membro acometido → Confirmado = iniciar anticoagulação.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco (cirurgia, imobilidade, TRH) e quadro clínico clássico de TVP (dor, edema, eritema, sinal de Homan positivo). Nesses casos, o escore de Wells provavelmente será alto, indicando alta probabilidade pré-teste. A conduta correta é prosseguir diretamente para a ultrassonografia com Doppler do membro inferior para confirmação diagnóstica e, se confirmada, iniciar prontamente a anticoagulação.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição séria caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, mais comumente nos membros inferiores. A paciente do caso apresenta um quadro altamente sugestivo de TVP, com múltiplos fatores de risco (cirurgia recente, imobilidade prolongada, terapia de reposição hormonal) e sintomas clássicos como dor, edema, eritema e sinal de Homan positivo. A avaliação da probabilidade clínica através do escore de Wells é o primeiro passo, e neste cenário, a probabilidade seria alta. Diante de uma alta probabilidade clínica de TVP, a conduta mais adequada é prosseguir diretamente para a ultrassonografia com Doppler do membro inferior acometido. Este exame é o padrão-ouro para o diagnóstico de TVP, permitindo a visualização direta do trombo e a avaliação do fluxo sanguíneo. O Dímero-D, embora útil para excluir TVP em pacientes de baixa probabilidade, não é recomendado como primeiro exame em casos de alta suspeição, pois um resultado positivo não alteraria a necessidade da ultrassonografia. Uma vez confirmada a TVP pela ultrassonografia, a anticoagulação deve ser iniciada prontamente. O objetivo é prevenir a extensão do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar (TEP) e minimizar a ocorrência de síndrome pós-trombótica. A escolha do anticoagulante (heparina de baixo peso molecular, heparina não fracionada, varfarina ou anticoagulantes orais diretos) e a duração do tratamento dependem de fatores individuais do paciente e da causa da trombose.
Os principais fatores de risco para TVP incluem cirurgias (especialmente ortopédicas), imobilização prolongada, trauma, câncer, terapia de reposição hormonal, uso de contraceptivos orais, gravidez e puerpério, obesidade, idade avançada, histórico prévio de TVP/TEP e trombofilias hereditárias ou adquiridas.
O escore de Wells é uma ferramenta clínica que atribui pontos a sinais, sintomas e fatores de risco para estimar a probabilidade pré-teste de TVP. Uma pontuação alta (>2 pontos) indica alta probabilidade, sugerindo a necessidade de ultrassonografia com Doppler. Uma pontuação baixa (≤0 pontos) permite o uso do Dímero-D para excluir a doença.
A anticoagulação imediata é crucial na TVP confirmada para prevenir a extensão do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar (TEP), que é uma complicação potencialmente fatal, e minimizar o risco de síndrome pós-trombótica. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após o diagnóstico.
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