SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Com relação à Trombose Venosa Profunda (TVP), julgue o item a seguir: O espessamento e as alterações de coloração da pele no membro acometido são eventos que podem ocorrer nos casos de TVP com evolução crônica.
TVP crônica → Síndrome Pós-Trombótica = edema, hiperpigmentação, lipodermatoesclerose.
A TVP crônica pode levar à Síndrome Pós-Trombótica (SPT), caracterizada por danos valvulares e hipertensão venosa. Isso resulta em alterações cutâneas como espessamento, hiperpigmentação (dermatite ocre) e lipodermatoesclerose, que são sinais de insuficiência venosa crônica e podem evoluir para úlceras.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição grave que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações agudas como a embolia pulmonar e sequelas crônicas significativas. A Síndrome Pós-Trombótica (SPT) é a principal complicação crônica da TVP, afetando a qualidade de vida dos pacientes e representando um desafio clínico importante. A SPT ocorre devido ao dano valvular e/ou à obstrução residual do vaso após a TVP, resultando em hipertensão venosa crônica no membro afetado. Essa hipertensão leva a alterações microcirculatórias, extravasamento de fluidos e células sanguíneas para o tecido subcutâneo. Clinicamente, manifesta-se por dor, edema persistente, sensação de peso, e uma série de alterações cutâneas progressivas. As alterações cutâneas incluem hiperpigmentação (dermatite ocre) devido à deposição de hemossiderina, espessamento e endurecimento da pele e tecido subcutâneo (lipodermatoesclerose), e, nos casos mais avançados, o desenvolvimento de úlceras venosas de difícil cicatrização. O reconhecimento dessas manifestações crônicas é fundamental para o diagnóstico e manejo da SPT, visando aliviar os sintomas, prevenir a progressão das lesões e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A SPT manifesta-se com dor, edema crônico, sensação de peso no membro, prurido, cãibras, e alterações cutâneas como hiperpigmentação (dermatite ocre), lipodermatoesclerose e, em casos graves, úlceras venosas.
A TVP danifica as válvulas venosas e/ou obstrui o fluxo, causando hipertensão venosa crônica. Essa pressão elevada leva ao extravasamento de hemácias e proteínas para o interstício, resultando em inflamação, fibrose e deposição de hemossiderina, que causam as alterações cutâneas.
O tratamento é principalmente conservador, incluindo compressão elástica (meias de compressão), elevação do membro, exercícios físicos, cuidados com a pele e, em alguns casos, medicamentos venoativos. A prevenção da TVP é a melhor forma de evitar a SPT.
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