UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Paciente hígida, vítima de acidente automobilístico há 2 anos, evolui com trombose venosa profunda foi tratada na época e hoje está sem uso de anticoagulantes. Segundo os critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa paciente pode fazer uso de quais modalidades de contraceptivo?
TVP prévia = contraindicação para contraceptivos combinados; progestágenos isolados e DIUs são opções seguras.
Pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP) têm contraindicação para contraceptivos hormonais combinados devido ao risco aumentado de recorrência trombótica. Contraceptivos contendo apenas progestágeno e dispositivos intrauterinos (DIUs) são considerados seguros.
A avaliação da elegibilidade para métodos contraceptivos é um pilar fundamental na prática ginecológica, especialmente em pacientes com histórico médico complexo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu critérios de elegibilidade médica que categorizam a segurança do uso de contraceptivos em diversas condições de saúde, sendo uma ferramenta essencial para a tomada de decisão clínica. Para pacientes com histórico de trombose venosa profunda (TVP), mesmo que tratada e sem uso atual de anticoagulantes, os contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) são contraindicados (Categoria 4 da OMS) devido ao risco elevado de recorrência trombótica. O estrogênio exógeno aumenta a coagulabilidade sanguínea, predispondo à formação de coágulos. Nesses casos, as opções contraceptivas seguras incluem os métodos que contêm apenas progestágeno (pílulas de progestágeno, injetáveis trimestrais, implantes) e os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre e DIU hormonal). Esses métodos não aumentam o risco de trombose e são considerados de Categoria 1 ou 2 pela OMS para pacientes com histórico de TVP, oferecendo alta eficácia e segurança.
Os contraceptivos hormonais combinados contêm estrogênio, que aumenta o risco de trombose venosa. Em pacientes com histórico de TVP, o risco de recorrência é significativamente elevado.
Métodos que contêm apenas progestágeno (como pílulas, injetáveis ou implantes de progestágeno) e dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal) são considerados seguros, pois não aumentam o risco trombótico.
Os critérios de elegibilidade médica da OMS fornecem diretrizes baseadas em evidências para a segurança do uso de diferentes métodos contraceptivos em mulheres com condições médicas específicas, classificando-as em categorias de risco.
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