SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Paciente de 73 anos, em segundo dia pós-operatório de colectomia direita, por adenocarcinoma de cólon, evoluiu na enfermaria com dor torácica súbita e teve o diagnóstico Tromboembolismo pulmonar (TEP). Sobre Trombose Venosa Profunda (TVP) e Tromboembolismo Pulmonar (TEP), assinale VERDADEIRO (V) ou FALSO (F):( ) A TVP pode ser assintomática em alguns casos.( ) São fatores de risco para TVP: malignidade, maior Índice de Massa Corporal (IMC), aumento da idade (especialmente >60 anos), gravidez, imobilização prolongada, uso de tabaco e trombo profundo prévio da veia.( ) Dentre as medidas farmacológicas, a heparina de baixo peso molecular (HBPM) deve ser evitada por ter menor eficácia em comparação a heparina não fracionada além de apresentar maior risco de hemorragia.( ) O filtro de veia cava pode ser indicado em pacientes com TVP que apresentam contraindicações a anticoagulação. Assinale a alternativa CORRETA:
TVP/TEP: Malignidade, idade >60, gravidez e imobilização são fatores de risco. Filtro de veia cava para contraindicação à anticoagulação.
A profilaxia e o tratamento de TVP/TEP são cruciais em pacientes cirúrgicos, oncológicos e idosos. A heparina de baixo peso molecular é preferível à não fracionada devido à maior biodisponibilidade e menor risco de trombocitopenia induzida por heparina. O filtro de veia cava é uma opção para pacientes com contraindicação absoluta à anticoagulação.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) e o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) são manifestações da doença tromboembólica venosa (DTV), uma condição grave e potencialmente fatal. A TVP é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nas pernas, enquanto o TEP ocorre quando parte desse coágulo se desprende e viaja até os pulmões. A DTV é uma das principais causas de morbimortalidade hospitalar e pós-operatória, sendo crucial o reconhecimento de seus fatores de risco e a implementação de profilaxia adequada. A fisiopatologia da DTV envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Fatores como cirurgias de grande porte (especialmente oncológicas e ortopédicas), imobilização prolongada, malignidade ativa, gravidez e puerpério, idade avançada e trombofilias hereditárias ou adquiridas aumentam significativamente o risco. O diagnóstico pode ser desafiador, pois a TVP pode ser assintomática em até 50% dos casos, e o TEP pode apresentar sintomas inespecíficos. O tratamento da DTV visa prevenir a progressão do trombo, reduzir o risco de embolia pulmonar e minimizar a síndrome pós-trombótica. A anticoagulação é a base do tratamento, com heparinas (não fracionada ou de baixo peso molecular) e anticoagulantes orais diretos (DOACs) sendo as opções mais comuns. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é frequentemente preferida devido à sua maior previsibilidade farmacocinética e menor risco de trombocitopenia induzida por heparina. O filtro de veia cava inferior é uma alternativa para pacientes com contraindicações absolutas à anticoagulação ou falha terapêutica. A profilaxia é fundamental em pacientes de risco, com medidas farmacológicas e mecânicas.
Os principais fatores de risco incluem malignidade, idade avançada (>60 anos), gravidez, imobilização prolongada, cirurgias (especialmente ortopédicas e abdominais), uso de tabaco e histórico prévio de trombose.
O filtro de veia cava é indicado para pacientes com TVP que possuem contraindicações absolutas à anticoagulação ou que falham no tratamento anticoagulante adequado.
A heparina de baixo peso molecular (HBPM) geralmente tem maior biodisponibilidade, menor necessidade de monitoramento laboratorial e menor risco de trombocitopenia induzida por heparina em comparação com a heparina não fracionada (HNF), sendo preferível na maioria dos casos.
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