TVP e Trombofilia: Manejo em Usuárias de ACO

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 28 anos, usuária de anticoncepcional oral combinado há 5 anos, procura emergência com dor e edema na perna esquerda, sendo diagnosticada com TVP por ultrassom. Exames para trombofilia mostram Fator V de Leiden negativo, Mutação da Protrombina positiva em heterozigose, e níveis normais de Proteína C, Proteína S e Antitrombina. Qual seria a conduta inicial mais adequada para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Continuar o uso do anticoncepcional e tratar a TVP com anticoagulação por 3 meses.
  2. B) Administrar antiagregantes plaquetários para prevenir novas tromboses.
  3. C) Suspender o anticoncepcional oral e iniciar anticoagulação.
  4. D) Manter anticoagulação apenas durante o período de internação.
  5. E) Iniciar heparina de baixo peso molecular sem suspender o anticoncepcional.

Pérola Clínica

TVP + Mutação Protrombina + ACO → Suspender ACO e iniciar anticoagulação.

Resumo-Chave

Paciente com TVP, fator de risco genético (Mutação da Protrombina) e fator de risco adquirido (ACO) deve ter o ACO suspenso imediatamente, pois ele aumenta o risco trombótico. A anticoagulação é essencial para tratar a TVP e prevenir recorrências, sendo a conduta inicial mais adequada.

Contexto Educacional

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição séria que pode levar a complicações como embolia pulmonar. Em mulheres jovens, o uso de anticoncepcionais orais combinados (ACO) é um fator de risco bem estabelecido, potencializado pela presença de trombofilias hereditárias, como a Mutação da Protrombina G20210A, que aumenta a produção de protrombina e, consequentemente, o risco trombótico. Quando uma paciente apresenta TVP e possui tanto um fator de risco adquirido (ACO) quanto um fator genético (trombofilia), a conduta inicial mais adequada envolve a suspensão imediata do ACO. Isso se deve ao fato de que os estrogênios presentes nos ACOs aumentam a síntese de fatores de coagulação e diminuem a de anticoagulantes naturais, exacerbando o estado protrombótico. Além da suspensão do ACO, a anticoagulação é fundamental para tratar o evento agudo, prevenir a progressão do trombo e reduzir o risco de recorrência. A escolha do anticoagulante e a duração do tratamento devem ser individualizadas, considerando o perfil de risco da paciente. A manutenção do ACO seria uma conduta inadequada, pois perpetuaria um importante fator de risco para novos eventos trombóticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para trombose venosa profunda (TVP)?

Os fatores de risco incluem uso de anticoncepcionais orais combinados, trombofilias hereditárias (como Mutação da Protrombina e Fator V de Leiden), cirurgias recentes, imobilização prolongada, câncer e gravidez.

Por que é importante suspender o anticoncepcional oral combinado em casos de TVP e trombofilia?

O anticoncepcional oral combinado é um fator de risco trombogênico significativo, e sua manutenção em pacientes com TVP e trombofilia aumenta o risco de recorrência e complicações, sendo crucial sua suspensão.

Qual a duração da anticoagulação para TVP em pacientes com trombofilia?

A duração da anticoagulação para TVP em pacientes com trombofilia varia, mas geralmente é de pelo menos 3 a 6 meses, podendo ser estendida indefinidamente em casos de alto risco de recorrência ou trombofilias graves.

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