SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Uma mulher de 28 anos, usuária de anticoncepcional oral combinado há 5 anos, procura emergência com dor e edema na perna esquerda, sendo diagnosticada com TVP por ultrassom. Exames para trombofilia mostram Fator V de Leiden negativo, Mutação da Protrombina positiva em heterozigose, e níveis normais de Proteína C, Proteína S e Antitrombina. Qual seria a conduta inicial mais adequada para essa paciente?
TVP + Mutação Protrombina + ACO → Suspender ACO e iniciar anticoagulação.
Paciente com TVP, fator de risco genético (Mutação da Protrombina) e fator de risco adquirido (ACO) deve ter o ACO suspenso imediatamente, pois ele aumenta o risco trombótico. A anticoagulação é essencial para tratar a TVP e prevenir recorrências, sendo a conduta inicial mais adequada.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição séria que pode levar a complicações como embolia pulmonar. Em mulheres jovens, o uso de anticoncepcionais orais combinados (ACO) é um fator de risco bem estabelecido, potencializado pela presença de trombofilias hereditárias, como a Mutação da Protrombina G20210A, que aumenta a produção de protrombina e, consequentemente, o risco trombótico. Quando uma paciente apresenta TVP e possui tanto um fator de risco adquirido (ACO) quanto um fator genético (trombofilia), a conduta inicial mais adequada envolve a suspensão imediata do ACO. Isso se deve ao fato de que os estrogênios presentes nos ACOs aumentam a síntese de fatores de coagulação e diminuem a de anticoagulantes naturais, exacerbando o estado protrombótico. Além da suspensão do ACO, a anticoagulação é fundamental para tratar o evento agudo, prevenir a progressão do trombo e reduzir o risco de recorrência. A escolha do anticoagulante e a duração do tratamento devem ser individualizadas, considerando o perfil de risco da paciente. A manutenção do ACO seria uma conduta inadequada, pois perpetuaria um importante fator de risco para novos eventos trombóticos.
Os fatores de risco incluem uso de anticoncepcionais orais combinados, trombofilias hereditárias (como Mutação da Protrombina e Fator V de Leiden), cirurgias recentes, imobilização prolongada, câncer e gravidez.
O anticoncepcional oral combinado é um fator de risco trombogênico significativo, e sua manutenção em pacientes com TVP e trombofilia aumenta o risco de recorrência e complicações, sendo crucial sua suspensão.
A duração da anticoagulação para TVP em pacientes com trombofilia varia, mas geralmente é de pelo menos 3 a 6 meses, podendo ser estendida indefinidamente em casos de alto risco de recorrência ou trombofilias graves.
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