AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Além de uma boa anamnese e exame físico, o diagnóstico da trombose venosa profunda necessita de exames laboratoriais e de imagem. Sobre este assunto, marque a alternativa verdadeira:
D-dímero serve para EXCLUIR TVP (alto VPN); RM é superior para vasos ilíacos e abdominais.
A ultrassonografia é o exame inicial de escolha, mas a Ressonância Magnética é fundamental para avaliar tromboses em segmentos proximais (ilíacos/abdominais) onde o Doppler é limitado.
O diagnóstico de Trombose Venosa Profunda (TVP) deve sempre começar pela avaliação da probabilidade pré-teste, geralmente utilizando o Escore de Wells. Em pacientes com baixa probabilidade, o D-dímero é a ferramenta de triagem ideal para evitar exames de imagem desnecessários. Já em pacientes com alta probabilidade, deve-se proceder diretamente para a ultrassonografia com Doppler compressivo. A escolha do exame de imagem depende da localização suspeita do trombo. Enquanto o Doppler é excelente para os membros inferiores (femoral, poplítea), ele perde sensibilidade em veias infrapatelares e em segmentos proximais intra-abdominais. Nestes últimos, a Ressonância Magnética e a Tomografia Computadorizada ganham destaque por permitirem a visualização direta da extensão do trombo e de possíveis compressões extrínsecas (como na Síndrome de May-Thurner).
A RM (Angiorressonância venosa) é particularmente útil quando há suspeita de trombose em veias da pelve (ilíacas) ou veia cava inferior. Nestes locais, a ultrassonografia com Doppler apresenta limitações técnicas significativas devido à profundidade dos vasos, presença de gases intestinais e obesidade do paciente, tornando a RM uma alternativa diagnóstica superior.
O D-dímero possui um altíssimo Valor Preditivo Negativo (VPN). Isso significa que, em pacientes com baixa ou moderada probabilidade clínica (Escore de Wells), um resultado negativo é suficiente para excluir o diagnóstico de TVP sem necessidade de exames de imagem. Entretanto, sua especificidade é baixa, pois ele se eleva em inflamações, traumas, cirurgias e câncer.
A venografia ascendente já foi considerada o padrão-ouro, mas hoje é raramente utilizada para diagnóstico devido ao seu caráter invasivo, risco de nefrotoxicidade pelo contraste e risco de desencadear trombose pelo próprio procedimento. Foi substituída pela ultrassonografia com Doppler e pela angio-TC/angio-RM.
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