UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 36 anos, em uso de contraceptivo oral, foi submetida à dermolipectomia abdominal. Em seu pós-operatório, evoluiu com dor no membro inferior direito a dorsiflexão do pé e edema. Nesse caso, o provável diagnóstico é
Pós-operatório + contraceptivo oral + dor/edema unilateral MI → TVP.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para trombose venosa profunda (cirurgia recente, uso de contraceptivo oral) e sintomas clássicos (dor à dorsiflexão, edema unilateral de membro inferior), tornando a TVP o diagnóstico mais provável e exigindo investigação imediata.
A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia profunda, geralmente nos membros inferiores. É uma condição séria devido ao risco de embolia pulmonar, uma complicação potencialmente fatal. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e dos sintomas é crucial para o manejo adequado, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. A fisiopatologia da TVP é explicada pela Tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. No caso apresentado, a cirurgia (dermolipectomia) contribui para a estase e potencial lesão endotelial, enquanto o uso de contraceptivos orais aumenta o estado de hipercoagulabilidade. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pelos sintomas (edema unilateral, dor na panturrilha, sinal de Homans) e confirmado por ultrassom Doppler venoso. O tratamento da TVP visa prevenir a embolia pulmonar, aliviar os sintomas e evitar a síndrome pós-trombótica. Inclui anticoagulação com heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular) seguida por anticoagulantes orais (antagonistas da vitamina K ou anticoagulantes orais diretos) por um período que varia de 3 meses a indefinido, dependendo dos fatores de risco e da causa da TVP. A mobilização precoce e o uso de meias de compressão também são importantes no manejo.
Os fatores de risco para TVP incluem cirurgia recente (especialmente ortopédica ou abdominal), imobilização prolongada, uso de contraceptivos orais, gravidez, puerpério, câncer, trombofilias hereditárias ou adquiridas, obesidade, idade avançada e histórico prévio de TVP.
O ultrassom Doppler venoso do membro inferior é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de TVP, permitindo a visualização direta do trombo, a avaliação do fluxo sanguíneo e a compressibilidade das veias profundas.
A complicação mais grave e potencialmente fatal da TVP é a embolia pulmonar (EP), que ocorre quando parte do trombo se desprende e migra para os pulmões. Outra complicação crônica é a síndrome pós-trombótica, que causa dor, edema, pigmentação e úlceras no membro afetado.
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