IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Qual, das seguintes opções, não pode ser apontada como fator de risco clínico para trombose venosa?
Idade > 35 anos NÃO é fator de risco isolado para TVP; fatores importantes incluem estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade.
Embora o risco de trombose aumente com a idade, a idade > 35 anos por si só não é considerada um fator de risco clínico independente e significativo como as outras opções. Fatores como imobilização, obesidade, doenças inflamatórias e insuficiência cardíaca estão diretamente ligados à tríade de Virchow.
A trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP) são manifestações do tromboembolismo venoso (TEV), uma condição grave com alta morbimortalidade. A identificação dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo. A epidemiologia mostra que o TEV é uma das principais causas de morte hospitalar evitável. A fisiopatologia do TEV é explicada pela Tríade de Virchow. Fatores como imobilização prolongada (cirurgias, viagens longas, paralisia), obesidade (estado inflamatório e pró-trombótico), doenças inflamatórias crônicas (como doença de Crohn ou retocolite ulcerativa, que induzem hipercoagulabilidade) e insuficiência cardíaca (estase sanguínea e disfunção endotelial) são reconhecidos como importantes fatores de risco. O diagnóstico e a prevenção do TEV dependem da avaliação cuidadosa dos fatores de risco. A idade avançada é um fator de risco, mas não há um corte etário específico como 35 anos que, isoladamente, seja considerado um fator de risco clínico tão proeminente quanto as outras opções. O tratamento envolve anticoagulação e, em alguns casos, medidas mecânicas. A profilaxia em pacientes de risco é fundamental.
A Tríade de Virchow é composta por três fatores que contribuem para a formação de trombos: estase sanguínea, lesão endotelial e estados de hipercoagulabilidade.
A obesidade é um estado pró-trombótico e inflamatório, enquanto a imobilização prolongada causa estase sanguínea, ambos contribuindo significativamente para o risco de trombose venosa.
Sim, doenças inflamatórias crônicas, como a doença intestinal inflamatória, podem induzir um estado de hipercoagulabilidade e inflamação sistêmica, aumentando o risco de eventos trombóticos.
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