Trombose Venosa Profunda: Diagnóstico e Manejo

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Uma mulher de 80 anos, internada por fratura de colo de fêmur direito passou a desenvolver dor e edema na panturrilha direita com sinal de Homans positivo. A alternativa que reúne a hipótese diagnostica, o exame complementar pertinente e a terapêutica correta é:

Alternativas

  1. A) Trombose arterial aguda, angiotomografia, heparina.
  2. B) Trombose venosa profunda, Doppler, Varfarina.
  3. C) Trombose venosa profunda, D-dímero, Varfarina.
  4. D) Trombose venosa profunda, Doppler, Heparina.
  5. E) Trombose Venosa Profunda, Doppler, Ácido Acetil Salicílico (AAS).

Pérola Clínica

TVP: dor/edema unilateral panturrilha + fatores risco (imobilização) → Doppler + Heparina.

Resumo-Chave

Pacientes idosos com imobilização prolongada (pós-fratura) têm alto risco de Trombose Venosa Profunda (TVP). A suspeita clínica com dor e edema unilateral de panturrilha exige confirmação por ultrassonografia Doppler venoso e tratamento inicial com anticoagulação plena, geralmente com heparina.

Contexto Educacional

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição grave caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias profundas, geralmente nas pernas. Sua importância clínica reside no risco de embolia pulmonar (EP), uma complicação potencialmente fatal. Pacientes idosos, com imobilização prolongada devido a fraturas ou cirurgias, apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver TVP devido à estase venosa e hipercoagulabilidade. A suspeita diagnóstica de TVP surge com sintomas como dor, edema unilateral, calor e eritema na panturrilha ou coxa. O sinal de Homans (dor na panturrilha à dorsiflexão do pé) é um achado clássico, embora inespecífico. A confirmação diagnóstica é realizada pela ultrassonografia Doppler venoso, que permite visualizar o trombo e avaliar a compressibilidade da veia. O tratamento da TVP visa prevenir a progressão do trombo, o embolismo pulmonar e a síndrome pós-trombótica. A terapia inicial consiste em anticoagulação plena, preferencialmente com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada (HNF), que atuam rapidamente. Posteriormente, a anticoagulação é mantida com anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou antagonistas da vitamina K (varfarina) por um período que varia de 3 a 6 meses ou mais, dependendo dos fatores de risco e da recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Trombose Venosa Profunda (TVP)?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, imobilização prolongada (pós-cirurgia, fraturas), câncer, trombofilias, uso de contraceptivos hormonais, gravidez e obesidade.

Qual o exame padrão-ouro para o diagnóstico de TVP?

A ultrassonografia Doppler venoso é o exame de escolha para o diagnóstico de TVP, permitindo visualizar o trombo e avaliar o fluxo sanguíneo nas veias profundas.

Qual a conduta terapêutica inicial para TVP?

A conduta terapêutica inicial para TVP é a anticoagulação plena, geralmente com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada (HNF), para prevenir a progressão do trombo e o embolismo pulmonar.

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