FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Doença oclusiva da circulação mesentérica (trombose venosa mesentérica) pode estar acompanhada de sintomas que inicialmente são agudos ou subagudos. São descritos como fatores de risco para o aparecimento deste quadro:
Trombose venosa mesentérica: associada a estados de hipercoagulabilidade e hiperviscosidade.
A trombose venosa mesentérica é frequentemente causada por condições que predispõem à hipercoagulabilidade, como deficiências de proteínas anticoagulantes ou mutações genéticas, levando a sintomas agudos ou subagudos de isquemia intestinal.
A trombose venosa mesentérica (TVM) é uma causa menos comum, mas importante, de isquemia mesentérica, responsável por cerca de 5-15% dos casos. Diferentemente da isquemia arterial, a TVM pode apresentar um curso subagudo, com dor abdominal que se arrasta por dias ou semanas antes de se tornar aguda. O diagnóstico precoce é crucial para evitar a progressão para infarto intestinal e suas complicações graves. Os fatores de risco para TVM são predominantemente condições que levam a um estado de hipercoagulabilidade ou hiperviscosidade. Isso inclui trombofilias hereditárias, como a deficiência de proteína S, deficiência de proteína C, deficiência de antitrombina III, mutação do fator V de Leiden e mutação do gene da protrombina. Trombofilias adquiridas, como a síndrome antifosfolipídeo, policitemia vera, trombocitopenia essencial e hemoglobinúria paroxística noturna, também são importantes. Outros fatores incluem cirurgias abdominais recentes, trauma, sepse, doenças inflamatórias intestinais e malignidades. O manejo da TVM envolve anticoagulação imediata para prevenir a progressão do trombo e a formação de novos trombos, além de medidas de suporte. Em casos de infarto intestinal estabelecido ou peritonite, a intervenção cirúrgica para ressecção do segmento necrótico é necessária. A investigação da causa subjacente da hipercoagulabilidade é fundamental para o tratamento a longo prazo e prevenção de recorrências.
Os principais fatores de risco incluem estados de hipercoagulabilidade e hiperviscosidade, como deficiência de proteína S, deficiência de proteína C, deficiência de antitrombina III, mutação do fator V de Leiden, mutação do gene da protrombina, síndrome antifosfolipídeo e policitemia vera.
Os estados de hipercoagulabilidade aumentam a propensão à formação de trombos nos vasos sanguíneos, incluindo as veias mesentéricas, levando à oclusão e consequente isquemia intestinal, que pode ser aguda ou subaguda.
Embora os estados de hipercoagulabilidade sejam os principais, condições inflamatórias intra-abdominais como pancreatite, apendicite, diverticulite e doenças inflamatórias intestinais podem causar trombose venosa mesentérica secundária devido à inflamação local e estase venosa.
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