HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021
Julgue o item.O risco de trombose venosa e embolia pulmonar em mulheres saudáveis é considerado como mais elevado durante o ciclo gravidez/puerpério.
Gravidez/Puerpério = período de maior risco para Trombose Venosa e Embolia Pulmonar em mulheres saudáveis.
A gravidez e o puerpério são estados de hipercoagulabilidade fisiológica, o que aumenta significativamente o risco de trombose venosa e embolia pulmonar em mulheres, mesmo as saudáveis. Essa alteração é multifatorial, envolvendo mudanças nos fatores de coagulação, estase venosa e lesão endotelial, sendo crucial o reconhecimento e, em alguns casos, a profilaxia.
A gravidez e o puerpério são períodos de profundas alterações fisiológicas no corpo feminino, e entre as mais significativas estão as modificações no sistema de coagulação. Essas mudanças são essenciais para prevenir hemorragias excessivas durante o parto, mas, por outro lado, conferem um estado de hipercoagulabilidade que aumenta substancialmente o risco de tromboembolismo venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). A EP é uma das principais causas de morbimortalidade materna em países desenvolvidos. O aumento do risco de TEV na gestação e puerpério é multifatorial, englobando a tríade de Virchow. Há um aumento nos níveis de diversos fatores de coagulação (fibrinogênio, fatores VII, VIII, X) e uma diminuição de anticoagulantes naturais (proteína S). Além disso, o útero gravídico comprime as veias pélvicas e a veia cava inferior, levando à estase venosa nos membros inferiores. O próprio processo do parto pode causar lesão endotelial, especialmente em cesarianas, contribuindo para a formação de trombos. O risco de TEV é mais elevado no terceiro trimestre da gravidez e, principalmente, nas primeiras seis semanas pós-parto. O reconhecimento dos fatores de risco individuais, como histórico de TEV, trombofilias hereditárias ou adquiridas, obesidade e imobilização, é crucial para identificar as mulheres que se beneficiarão da tromboprofilaxia. A profilaxia, geralmente com heparina de baixo peso molecular, é uma medida importante para prevenir essas complicações graves e melhorar os desfechos maternos.
O risco de trombose é maior na gravidez e puerpério devido a uma tríade de fatores: hipercoagulabilidade (aumento de fatores de coagulação e diminuição de anticoagulantes naturais), estase venosa (compressão uterina sobre vasos pélvicos e dilatação venosa) e lesão endotelial (associada ao parto). Esses fatores criam um estado de hipercoagulabilidade fisiológica.
As principais manifestações de TEV na gestação são a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente se apresenta com dor, edema e calor em uma extremidade (mais comum na perna esquerda), e a embolia pulmonar (EP), que pode causar dispneia, dor torácica, taquicardia e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica.
A profilaxia para TEV é indicada em gestantes e puérperas com fatores de risco adicionais, como histórico prévio de TEV, trombofilias, obesidade mórbida, imobilização prolongada, multiparidade, idade avançada, ou em casos de cesariana. A decisão de iniciar a tromboprofilaxia deve ser individualizada e baseada na avaliação de risco-benefício.
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