Trombose Venosa Cerebral: Diagnóstico e Fatores de Risco

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 38 anos atendida no pronto-atendimento com cefaleia occipital súbita e primeiro episódio de convulsão. História prévia de obesidade, em uso de anticoncepcional oral. Exame neurológico: pressão arterial 130x100mmHg; escala de coma de Glasgow 14; desorientada; rigidez nucal ++/++++; força muscular normal. Solicitada tomografia computadorizada do crânio com injeção de contraste. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) hemorragia subaracnoidea espontânea.
  2. B) trombose venosa cerebral.
  3. C) hipertensão intracraniana idiopática.
  4. D) acidente vascular cerebral isquêmico.
  5. E) hemorragia intraparenquimatosa cerebral.

Pérola Clínica

Mulher jovem, anticoncepcional oral, cefaleia súbita, convulsão, rigidez nucal → suspeitar trombose venosa cerebral.

Resumo-Chave

A trombose venosa cerebral (TVC) deve ser considerada em pacientes jovens, especialmente mulheres em uso de anticoncepcionais orais, que apresentam cefaleia súbita, convulsões e sinais neurológicos focais ou de hipertensão intracraniana. A TC com contraste pode mostrar sinais indiretos, mas a angiotomografia ou ressonância venosa são confirmatórias.

Contexto Educacional

A trombose venosa cerebral (TVC) é uma condição rara, mas potencialmente grave, caracterizada pela oclusão de seios venosos durais ou veias corticais. Sua importância clínica reside na diversidade de apresentações e na necessidade de um alto índice de suspeição para diagnóstico precoce e tratamento adequado, evitando sequelas neurológicas permanentes. É mais comum em mulheres jovens, especialmente aquelas em uso de anticoncepcionais orais, gravidez e puerpério. A fisiopatologia envolve a formação de trombos no sistema venoso cerebral, levando a aumento da pressão intracraniana, edema cerebral e, em alguns casos, hemorragias parenquimatosas. As manifestações clínicas são variadas e inespecíficas, incluindo cefaleia (o sintoma mais comum), convulsões, déficits neurológicos focais e alterações do nível de consciência. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco. O diagnóstico é confirmado por neuroimagem, sendo a angiotomografia venosa ou a venografia por ressonância magnética os métodos de escolha. O tratamento primário é a anticoagulação plena, mesmo na presença de hemorragia intraparenquimatosa, para prevenir a propagação do trombo e promover a recanalização. O prognóstico geralmente é bom com tratamento precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para trombose venosa cerebral?

Os principais fatores incluem uso de anticoncepcionais orais, gravidez e puerpério, trombofilias, infecções (sinusite, otite), doenças inflamatórias sistêmicas e neoplasias.

Quais são os sinais e sintomas mais comuns da trombose venosa cerebral?

A cefaleia é o sintoma mais frequente, geralmente súbita e intensa. Outros incluem convulsões, déficits neurológicos focais, papiledema e alterações do nível de consciência.

Como é feito o diagnóstico definitivo da trombose venosa cerebral?

O diagnóstico é confirmado por exames de imagem como a angiotomografia venosa (angio-TC) ou a venografia por ressonância magnética (RM venosa), que visualizam diretamente os trombos nos seios venosos.

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