UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Homem de 45 anos apresenta trombose de veia renal. Esta é uma complicação relacionada a que distúrbio do rim?
Síndrome nefrótica → perda urinária de antitrombina III → estado de hipercoagulabilidade → trombose de veia renal.
A trombose de veia renal é uma complicação grave e relativamente comum da síndrome nefrótica, devido ao estado de hipercoagulabilidade induzido pela perda urinária de proteínas anticoagulantes, como a antitrombina III.
A síndrome nefrótica é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça (>3,5 g/dia), hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Uma de suas complicações mais sérias e frequentemente testadas é o estado de hipercoagulabilidade, que predispõe os pacientes a eventos trombóticos, sendo a trombose de veia renal (TVR) uma das manifestações mais clássicas. A fisiopatologia da hipercoagulabilidade na síndrome nefrótica é multifatorial. O principal mecanismo envolve a perda urinária de proteínas anticoagulantes de baixo peso molecular, como a antitrombina III. Além disso, há um aumento da síntese hepática de fatores de coagulação (como fibrinogênio e fatores V, VII, VIII e X), disfunção plaquetária e aumento da agregação, e alterações na fibrinólise. Esse desequilíbrio pró-trombótico torna os pacientes altamente suscetíveis à formação de coágulos. Para residentes, é crucial reconhecer a síndrome nefrótica como um fator de risco significativo para TVR e outras tromboses (como embolia pulmonar). O manejo inclui o tratamento da doença renal subjacente, controle do edema e, em muitos casos, profilaxia antitrombótica, especialmente em pacientes com hipoalbuminemia grave ou outras comorbidades que aumentam o risco de trombose. A suspeita clínica de TVR deve levar a exames de imagem como ultrassonografia Doppler ou angiotomografia.
A síndrome nefrótica leva à perda urinária de proteínas anticoagulantes, como a antitrombina III, e ao aumento da síntese hepática de fatores de coagulação, resultando em um desequilíbrio pró-trombótico.
Além da perda de antitrombina III, outros fatores incluem hipoalbuminemia grave, proteinúria maciça, uso de diuréticos, imobilização e a própria glomerulopatia subjacente.
Os sintomas podem incluir dor lombar súbita, hematúria macroscópica, piora da função renal, aumento do tamanho do rim e, em casos graves, embolia pulmonar.
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