AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Mulher, 46 anos, dislipidêmica, hipertensa e diabética, foi submetida à gastroplastia (Sleeve), cotm pós-operatório sem intercorrências. Uma semana após a cirurgia, retorna ao hospital por dor abdominal. Apresentava TA: 130/80 mmHg, FC: 90 bpm, Tax: 36,9ºC, FR: 18 bpm. A tomografia de abdome total evidenciou trombose comprometendo o ramo direito da veia porta. A melhor conduta a ser tomada frente ao caso é:
Trombose de veia porta pós-cirurgia bariátrica → anticoagulação com DOACs por 3-6 meses.
A trombose de veia porta é uma complicação rara, mas grave, da cirurgia bariátrica, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco trombóticos. A anticoagulação é a pedra angular do tratamento, e os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são preferíveis aos cumarínicos devido à sua segurança e eficácia. A duração do tratamento varia, mas 3 a 6 meses é um período comum.
A trombose de veia porta (TVP) é uma complicação rara, porém grave, da cirurgia bariátrica, com incidência estimada entre 0,1% e 1%. Pacientes submetidos a gastroplastia sleeve, especialmente aqueles com comorbidades como dislipidemia, hipertensão e diabetes, apresentam um risco aumentado devido ao estado de hipercoagulabilidade induzido pela cirurgia e pela inflamação sistêmica. A TVP pode se manifestar com dor abdominal, náuseas, vômitos e febre, e o diagnóstico é confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada com contraste. O tratamento padrão ouro é a anticoagulação. Os anticoagulantes orais diretos (DOACs), como o dabigatran, rivaroxabana, apixabana e edoxabana, são a primeira escolha devido à sua eficácia, segurança e facilidade de uso em comparação com os antagonistas da vitamina K (cumarínicos), que exigem monitoramento rigoroso do INR. A duração da anticoagulação geralmente é de 3 a 6 meses, mas pode ser individualizada com base na extensão da trombose e na presença de fatores de risco persistentes. É fundamental que o residente esteja ciente dessa complicação e do manejo adequado para otimizar o prognóstico do paciente.
Obesidade mórbida, dislipidemia, hipertensão, diabetes, estado de hipercoagulabilidade pós-operatório e inflamação sistêmica são fatores de risco importantes para trombose de veia porta.
DOACs oferecem maior conveniência, menor necessidade de monitoramento laboratorial, menor risco de interações medicamentosas e perfil de segurança favorável em comparação com os antagonistas da vitamina K.
A duração da anticoagulação geralmente varia de 3 a 6 meses, dependendo da extensão da trombose, presença de fatores de risco persistentes e resposta ao tratamento.
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