HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente de 58 anos, masculino, dá entrada no Pronto Socorro com dor abdominal no hipocôndrio direito há 1 semana, com piora há 1 dia, associada a aumento de volume abdominal, sem febre. Paciente refere ser usuário de droga injetável há pelo menos 20 anos. Foram solicitados exames de sangue e uma ultrassonografia do abdome superior. Imagens a seguir: O laudo ultrassonográfico descreve: “material hipoecogênico amorfo, obliterando a luz da veia porta associado a líquido livre na cavidade abdominal, além de redução das dimensões hepáticas”. Exames laboratoriais: Qual é a conduta mais adequada?
Trombose de veia porta em cirrótico → dor abdominal, ascite, USG com material na veia porta → iniciar anticoagulação.
A trombose de veia porta é uma complicação comum da cirrose hepática e da hipertensão portal, frequentemente assintomática ou manifestando-se com dor abdominal e piora da ascite. Em pacientes com fatores de risco (como uso de drogas injetáveis, sugerindo hepatite crônica e cirrose), a suspeita é alta e a anticoagulação empírica é a conduta inicial para prevenir a progressão do trombo e melhorar o fluxo portal.
A trombose de veia porta (TVP) é uma condição caracterizada pela formação de um trombo na veia porta, que pode levar a um aumento da pressão portal e suas complicações. É frequentemente associada à cirrose hepática, sendo uma complicação comum em pacientes com hipertensão portal. O uso de drogas injetáveis no histórico do paciente sugere uma possível etiologia de hepatite crônica e cirrose, o que eleva a suspeita. Clinicamente, a TVP pode ser assintomática ou apresentar dor abdominal, ascite, esplenomegalia e sangramento por varizes esofágicas. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia Doppler, que demonstra a presença de material hipoecogênico na luz da veia porta e ausência ou alteração do fluxo. A redução das dimensões hepáticas e a ascite reforçam a presença de doença hepática crônica. A conduta mais adequada é iniciar o tratamento empírico com anticoagulantes, visando a recanalização da veia porta, a prevenção da extensão do trombo e a redução das complicações da hipertensão portal. A drenagem de ascite é sintomática, mas não trata a causa, e a biópsia hepática pode ser contraindicada devido ao risco de sangramento em pacientes com coagulopatia e hipertensão portal.
Os principais fatores de risco incluem cirrose hepática (causa mais comum), estados de hipercoagulabilidade, doenças mieloproliferativas, neoplasias intra-abdominais e inflamações intra-abdominais.
A ultrassonografia Doppler é o método de imagem de primeira linha, permitindo visualizar o trombo na luz da veia porta, avaliar o fluxo sanguíneo e identificar sinais de hipertensão portal, como ascite e esplenomegalia.
A conduta inicial geralmente envolve a anticoagulação, especialmente em casos agudos ou em pacientes com cirrose compensada, para recanalizar a veia e prevenir a progressão do trombo e complicações da hipertensão portal.
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