UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Qual das alternativas abaixo é a causa mais frequente de trombose da veia esplênica?
Trombose veia esplênica → mais comum por pancreatite (aguda/crônica).
A pancreatite, tanto aguda quanto crônica, é a causa mais frequente de trombose da veia esplênica devido à inflamação e fibrose que afetam a veia adjacente ao pâncreas, levando à estase e dano endotelial.
A trombose da veia esplênica é uma condição caracterizada pela oclusão do fluxo sanguíneo na veia esplênica, que drena o baço. Embora muitas vezes assintomática, pode levar a uma forma de hipertensão portal conhecida como hipertensão portal segmentar, resultando em esplenomegalia e, mais perigosamente, varizes gástricas isoladas com risco de sangramento. É uma condição importante a ser reconhecida devido às suas potenciais complicações. A fisiopatologia da trombose da veia esplênica está frequentemente ligada à proximidade anatômica da veia com o pâncreas. A pancreatite, seja aguda ou crônica, é a causa mais comum, pois a inflamação e a fibrose do pâncreas podem comprimir ou invadir a veia esplênica, causando dano endotelial e estase sanguínea. Outras causas incluem neoplasias pancreáticas, trauma abdominal e distúrbios mieloproliferativos. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem que demonstram o trombo e as colaterais. O tratamento da trombose da veia esplênica depende da presença de sintomas e complicações. Em pacientes assintomáticos, a observação pode ser suficiente. No entanto, se houver sangramento por varizes gástricas, a esplenectomia é frequentemente indicada para remover a fonte da hipertensão portal segmentar. A anticoagulação pode ser considerada em casos selecionados, mas seu papel é controverso na ausência de trombose de outras veias mesentéricas.
Muitos pacientes são assintomáticos. Quando presentes, os sintomas podem incluir dor abdominal, esplenomegalia e sangramento gastrointestinal devido a varizes gástricas isoladas, que são uma complicação comum.
A inflamação e o edema associados à pancreatite (aguda ou crônica) podem comprimir a veia esplênica, e a liberação de enzimas pancreáticas pode causar dano endotelial e estase sanguínea, favorecendo a formação de trombos.
O diagnóstico é geralmente feito por exames de imagem como ultrassonografia Doppler, tomografia computadorizada (TC) com contraste ou ressonância magnética (RM) com colangiopancreatografia (CPRM), que visualizam o trombo na veia.
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