UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente alcoolista, 43 anos, com presença de varizes hemorrágicas de fundo gástrico isoladas e função hepática normal. Por vezes, apresenta esteatorreia. A principal hipótese diagnóstica seria de:
Varizes gástricas isoladas + alcoolismo + esteatorreia → Trombose de veia esplênica.
Varizes gástricas isoladas, especialmente de fundo gástrico, em um paciente com histórico de alcoolismo e esteatorreia, sugerem fortemente trombose de veia esplênica. A trombose da veia esplênica pode ser uma complicação da pancreatite crônica, comum em alcoolistas, levando à hipertensão portal segmentar.
Varizes gástricas são dilatações de veias submucosas do estômago, com alto risco de sangramento, e geralmente estão associadas à hipertensão portal. Embora a causa mais comum de hipertensão portal seja a cirrose hepática, as varizes gástricas isoladas, particularmente as de fundo gástrico (tipo IGV1), devem levantar a suspeita de uma causa diferente: a hipertensão portal segmentar. A hipertensão portal segmentar ocorre quando há uma obstrução no fluxo da veia esplênica, sem envolvimento da veia porta principal ou do fígado. A causa mais frequente dessa obstrução é a trombose da veia esplênica. Em pacientes alcoolistas, a pancreatite crônica é uma condição comum que pode levar à trombose da veia esplênica devido à inflamação e fibrose adjacentes ao pâncreas. A esteatorreia, por sua vez, é um sintoma de insuficiência pancreática exócrina, reforçando a hipótese de pancreatite crônica. O diagnóstico de trombose de veia esplênica é feito por exames de imagem como ultrassonografia com Doppler, tomografia computadorada ou ressonância magnética. O tratamento para varizes gástricas sangrantes ou com alto risco de sangramento devido à trombose de veia esplênica é a esplenectomia, que remove o baço e, consequentemente, a fonte de fluxo para a veia esplênica obstruída, resolvendo a hipertensão portal segmentar.
A principal causa de varizes gástricas isoladas, especialmente as de fundo gástrico (tipo IGV1), é a trombose da veia esplênica. Esta condição leva à hipertensão portal segmentar, afetando apenas a circulação gástrica e esplênica, sem envolver o sistema portal hepático.
Em pacientes alcoolistas, a pancreatite crônica é uma complicação comum. A inflamação e fibrose pancreática podem comprimir ou trombosar a veia esplênica, que passa posterior ao pâncreas. A esteatorreia é um sinal de insuficiência pancreática exócrina, também associada à pancreatite crônica.
O tratamento definitivo para varizes gástricas decorrentes de trombose de veia esplênica é a esplenectomia. Este procedimento remove o órgão que drena para a veia trombosada, aliviando a hipertensão portal segmentar e o risco de sangramento das varizes.
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