Trombose Pediátrica: Fatores de Risco e Manifestações Clínicas

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Sobre a trombose na população pediátrica, analise as afirmativas abaixo.I. Tromboses arteriais são ainda mais raras na população pediátrica e na sua grande maioria relacionadas a cateterização.II. O pico de risco ocorre em menores de 1 ano de idade e durante a adolescência.III. Neonatos possuem um sistema hemostático ainda em desenvolvimento e são por isso, menos propensos a eventos trombóticos, não havendo risco em sua cateterização.IV. Trombose de veia renal é a trombose venosa não relacionada a cateter mais comum no primeiro mês de vida, apresentando-se com hematúria, proteinúria, trombocitopenia e perda de função do rim envolvido.V. A trombose de veia porta está associada à cateterização umbilical e pode levar a distensão abdominal, trombocitopenia e aumento de transaminases. A resolução espontânea ocorre em mais de 50% dos casos. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:

Alternativas

  1. A) I, III e V
  2. B) II e IV
  3. C) I, II, III e V
  4. D) I, III, IV e V
  5. E) I, II, IV e V

Pérola Clínica

Trombose pediátrica: rara, pico < 1 ano e adolescência, cateterização principal fator de risco, neonatos têm sistema hemostático imaturo mas risco de trombose.

Resumo-Chave

A trombose na população pediátrica é rara, mas grave, com picos de incidência em neonatos (<1 ano) e adolescentes. A cateterização vascular é o principal fator de risco para tromboses arteriais e venosas. Neonatos, apesar do sistema hemostático imaturo, não são menos propensos a eventos trombóticos, especialmente com cateteres.

Contexto Educacional

A trombose na população pediátrica é uma condição rara, mas com morbimortalidade significativa. Diferentemente dos adultos, onde a trombose é predominantemente arterial e aterosclerótica, em crianças a trombose é mais frequentemente venosa e associada a fatores de risco específicos. Os picos de incidência ocorrem em menores de 1 ano de idade (especialmente neonatos) e durante a adolescência, devido a particularidades fisiológicas e exposição a fatores de risco. Os principais fatores de risco para trombose pediátrica incluem a presença de cateteres vasculares (responsáveis pela maioria das tromboses arteriais e muitas venosas), doenças cardíacas congênitas, infecções graves, desidratação e trombofilias. O sistema hemostático dos neonatos é imaturo, com níveis reduzidos de fatores pró e anticoagulantes, o que os torna vulneráveis a eventos trombóticos, especialmente quando há cateterização. As manifestações clínicas variam conforme o local da trombose. A trombose de veia renal é a trombose venosa não relacionada a cateter mais comum no primeiro mês de vida, apresentando-se com hematúria, proteinúria e perda de função renal. A trombose de veia porta, frequentemente associada à cateterização umbilical, pode causar distensão abdominal e trombocitopenia. O manejo envolve anticoagulação e tratamento da causa subjacente, com prognóstico variável dependendo da localização e extensão da trombose.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para trombose em crianças?

Os principais fatores de risco incluem a presença de cateteres venosos centrais ou arteriais, doenças cardíacas congênitas, infecções graves (sepse), desidratação, doenças oncológicas, síndromes nefróticas e trombofilias hereditárias ou adquiridas.

Como a trombose de veia renal se manifesta em neonatos?

A trombose de veia renal em neonatos é a trombose venosa não relacionada a cateter mais comum no primeiro mês de vida. Manifesta-se com hematúria, proteinúria, massa abdominal palpável (rim aumentado), trombocitopenia e perda de função do rim envolvido, podendo levar à insuficiência renal.

Quais as implicações da trombose de veia porta em neonatos?

A trombose de veia porta em neonatos está frequentemente associada à cateterização umbilical. Pode levar a distensão abdominal, trombocitopenia, aumento de transaminases e, a longo prazo, hipertensão portal. Embora possa haver resolução espontânea em mais de 50% dos casos, o acompanhamento é fundamental.

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