Trombose e Câncer: Fisiopatologia e Risco de TEV em Malignidade

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2018

Enunciado

O risco em portadores de malignidade é maior se comparado ao da população geral, devido à produção de substâncias com atividade pró coagulantes, especialmente em tumores do tipo adenocarcinoma, sendo a fisiopatologia da Trombose Intravascular (TEV), descrita como envolvendo três principais mecanismos: estase venosa, dano local da parede vascular (endotelial) e hipercoagulabilidade ou trombofilia. Não sendo completamente adequada, dentro desse contexto, a seguinte alternativa:

Alternativas

  1. A) O risco pode ser potencializado pela associação com outras características relacionadas, como a invasão ou a compressão venosa, a imobilização prolongada (por doença neoplásica ou intercorrências terapêuticas clínicas ou cirúrgicas) e a utilização de determinados regimes quimioterápicos ou medicamentosos como o tamoxifeno e asparaginase.
  2. B) Doenças mieloproliferativas (especialmente policitemia vera e trombocitopenia essencial) podem apresentar hiperviscosidade, amplificando esse risco. Anticorpos antifosfolípides, incluindo o anticorpo anticardiolipina e o anticoagulante lúpico, são um grupo heterogêneo de imunoglobulinas direcionadas contra complexos proteína- fosfolipídeo, capazes, nessa interação de inibir as vias anticoagulantes naturais ou ativar o endotélio.
  3. C) A maioria dos casos de malignidade relacionada com eventos tromboembólicos é clinicamente inaparente, entretanto, a TEV pode preceder o diagnóstico da malignidade (oculta) em até alguns meses.
  4. D) O risco trombótico é claramente aumentado em qualquer forma de trauma importante, inclusive cirúrgico, ainda mais se envolver o território de uma veia de grande calibre e resultar em um extenso dano.

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