PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Recém-nascido apresenta quadro de hematúria e hipertensão arterial. A principal hipótese diagnóstica é:
RN com hematúria + hipertensão arterial → Trombose de artéria renal (principal hipótese).
A combinação de hematúria e hipertensão arterial em um recém-nascido é altamente sugestiva de trombose de artéria renal, uma condição grave que pode levar à insuficiência renal e necessita de diagnóstico e tratamento urgentes.
A presença de hematúria e hipertensão arterial em um recém-nascido é um sinal de alerta que exige investigação imediata. Embora existam várias causas para cada um desses sintomas isoladamente, a combinação de ambos aponta fortemente para a trombose de artéria renal como a principal hipótese diagnóstica. Esta condição é uma emergência pediátrica, pois pode levar à insuficiência renal aguda e danos renais permanentes. A trombose de artéria renal neonatal é frequentemente associada a fatores de risco como cateterismo de artéria umbilical, desidratação grave, sepse, policitemia, choque e cardiopatias congênitas. A fisiopatologia envolve a formação de um trombo na artéria renal, que obstrui o fluxo sanguíneo para o rim, causando isquemia e lesão. A isquemia renal ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, resultando em hipertensão arterial. A hematúria pode ser macroscópica ou microscópica, refletindo a lesão isquêmica do parênquima renal. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como a ultrassonografia Doppler renal, que pode demonstrar a ausência de fluxo na artéria afetada e alterações na morfologia renal. O tratamento é complexo e pode envolver terapia anticoagulante com heparina, uso de trombolíticos em casos selecionados e manejo rigoroso da hipertensão. Para residentes e estudantes, é crucial reconhecer essa apresentação clínica para garantir um diagnóstico precoce e intervenção adequada, visando preservar a função renal e evitar complicações graves.
Fatores de risco incluem cateterismo de artéria umbilical, desidratação grave, sepse, policitemia, choque e cardiopatias congênitas.
O diagnóstico é feito por ultrassonografia Doppler renal, que pode mostrar ausência de fluxo na artéria renal afetada e alterações na ecogenicidade do rim.
O tratamento pode incluir terapia anticoagulante (heparina), trombolíticos em casos selecionados, e manejo da hipertensão. Em casos graves, a nefrectomia pode ser necessária.
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