FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Qual a conduta adequada para prevenção do evento primário de tromboembolismo puerperal em mulher eutrófica, com heterozigose para mutação do gene da protrombina, após parto vaginal espontâneo?
Mulher eutrófica, parto vaginal, heterozigose mutação protrombina → NÃO há indicação de profilaxia medicamentosa para TEV primário.
A heterozigose para a mutação do gene da protrombina é considerada uma trombofilia de baixo risco. Em mulheres eutróficas, após parto vaginal espontâneo, sem outros fatores de risco adicionais para tromboembolismo venoso (TEV), a profilaxia medicamentosa primária não é indicada.
O puerpério é um período de alto risco para tromboembolismo venoso (TEV) devido às alterações fisiológicas da gravidez e do parto que promovem um estado de hipercoagulabilidade. A estratificação de risco para TEV é crucial para determinar a necessidade de tromboprofilaxia, que pode ser mecânica ou medicamentosa. A mutação do gene da protrombina (G20210A) em heterozigose é uma trombofilia hereditária que aumenta o risco de TEV, mas é considerada de baixo a moderado risco. Em mulheres eutróficas, sem outros fatores de risco adicionais (como obesidade, cesariana, histórico prévio de TEV, outras trombofilias de alto risco) e que tiveram um parto vaginal espontâneo, a presença isolada da heterozigose para essa mutação geralmente não justifica a indicação de profilaxia medicamentosa primária. As diretrizes atuais recomendam uma avaliação individualizada dos fatores de risco. A profilaxia medicamentosa com heparina de baixo peso molecular (HBPM) é reservada para pacientes com maior risco, como aquelas com trombofilias de alto risco, histórico de TEV prévio ou múltiplos fatores de risco combinados. A decisão de não medicar neste caso específico evita os riscos associados à anticoagulação, como sangramento pós-parto, sem comprometer significativamente a segurança da paciente.
Fatores de risco incluem cesariana, obesidade, idade avançada, multiparidade, trombofilias (especialmente as de alto risco), imobilização prolongada, pré-eclâmpsia e histórico prévio de TEV.
A profilaxia medicamentosa é indicada em mulheres com trombofilias de alto risco (ex: homozigose para Fator V Leiden, deficiência de antitrombina), histórico de TEV, ou múltiplos fatores de risco combinados.
Não, a heterozigose para mutação do gene da protrombina é geralmente classificada como uma trombofilia de baixo risco, e isoladamente, não justifica profilaxia medicamentosa após parto vaginal em mulheres eutróficas.
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