UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2020
Gestante, G2P1(C1)A0, obesa, hipertensa crônica, em uso de metildopa 2g/dia e nifedipina 80 mg/dia; idade gestacional atual compatível com 38 semanas e 2 dias. Optou-se por interrupção da gravidez por cesariana por escolha e autonomia materna. Frente ao quadro em questão, analise as assertivas e marque a CORRETA.
Gestante com múltiplos fatores de risco (obesidade, hipertensão, cesariana) → tromboprofilaxia pós-parto (mecânica + farmacológica) é essencial.
Pacientes com múltiplos fatores de risco para tromboembolismo venoso (TEV) no puerpério, como obesidade, hipertensão crônica e parto cesariano, têm indicação formal de tromboprofilaxia combinada (mecânica e farmacológica com heparinas) para reduzir o risco de complicações graves.
O puerpério é um período de alto risco para eventos tromboembólicos venosos (TEV), como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), devido ao estado de hipercoagulabilidade fisiológica da gravidez, estase venosa e lesão endotelial durante o parto. Pacientes com fatores de risco adicionais, como obesidade, hipertensão crônica e parto cesariano, têm um risco significativamente elevado, tornando a tromboprofilaxia uma medida crucial. A tromboprofilaxia no puerpério deve ser individualizada com base na avaliação dos fatores de risco. Para pacientes com múltiplos fatores, a abordagem combinada é a mais indicada, incluindo medidas mecânicas como a deambulação precoce e, quando necessário, meias de compressão graduada ou dispositivos de compressão pneumática intermitente. Além disso, a profilaxia farmacológica com heparina de baixo peso molecular (HBPM) é frequentemente necessária, iniciando-se geralmente 6 a 12 horas após o parto e mantida por um período que pode variar de 10 dias a 6 semanas, dependendo do risco. É fundamental que o residente compreenda as contraindicações de certos medicamentos no puerpério, como a metilergonovina, que é um uterotônico potente, mas que pode causar elevação da pressão arterial, sendo contraindicada em pacientes hipertensas. A escolha da via de parto deve considerar os riscos e benefícios para a mãe e o feto, e a autonomia materna é um fator importante, mas sempre dentro de um contexto de segurança e informação adequada. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada em casos de parto prematuro iminente (<34 semanas) ou pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia, não sendo uma indicação primária para uma gestação a termo sem essas complicações.
Os principais fatores incluem obesidade, hipertensão crônica, idade materna avançada, multiparidade, cesariana, pré-eclâmpsia, trombofilias, imobilização prolongada e história prévia de TEV.
Em pacientes de alto risco, a tromboprofilaxia deve ser combinada, incluindo medidas mecânicas como deambulação precoce e meias de compressão, e farmacológicas, geralmente com heparina de baixo peso molecular, iniciada 6-12 horas após o parto e mantida por 6 semanas.
A metilergonovina é um uterotônico que pode causar vasoconstrição e elevação da pressão arterial, sendo contraindicada em pacientes com hipertensão crônica ou pré-eclâmpsia devido ao risco de crise hipertensiva ou acidente vascular cerebral.
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