UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Uma tercigesta, 33 anos de idade, com índice de massa corporal (IMC) de 35 kg/m² acabou de dar à luz, gestação a termo, através de cesárea. Ela é heterozigota para mutação do gene 20210A da protrombina. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, por quanto tempo pós-parto ela deve realizar tromboprofilaxia.
Tromboprofilaxia pós-parto: mutação protrombina 20210A + IMC > 30 + cesárea → 10 dias.
Pacientes com trombofilia hereditária (como a mutação do gene da protrombina 20210A) e fatores de risco adicionais (IMC elevado, cesárea) apresentam risco aumentado de tromboembolismo venoso no puerpério, justificando tromboprofilaxia estendida.
O puerpério é um período de alto risco para tromboembolismo venoso (TEV), devido às alterações fisiológicas da gravidez que promovem um estado de hipercoagulabilidade, somadas a fatores como trauma cirúrgico (cesárea) e imobilidade. A identificação e estratificação de risco são cruciais para a implementação de tromboprofilaxia adequada, visando prevenir complicações graves como a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). A presença de trombofilias hereditárias, como a mutação do gene da protrombina 20210A, eleva significativamente esse risco. A mutação do gene da protrombina 20210A é uma trombofilia hereditária que resulta em níveis plasmáticos elevados de protrombina, aumentando a tendência à formação de coágulos. Em pacientes com esta mutação e fatores de risco adicionais, como IMC elevado (obesidade) e parto por cesárea, o risco de TEV no pós-parto é substancialmente maior. As diretrizes atuais recomendam uma abordagem individualizada para a tromboprofilaxia, considerando a combinação de fatores de risco. Para pacientes com mutação da protrombina 20210A e múltiplos fatores de risco (IMC > 30 kg/m², cesárea), a tromboprofilaxia com heparina de baixo peso molecular (HBPM) é geralmente indicada por um período estendido. Embora a duração possa variar, 10 dias é um período mínimo comum para pacientes de alto risco, podendo ser estendido até 6 semanas em casos de risco muito elevado. É fundamental que residentes compreendam a importância da estratificação de risco e da profilaxia adequada para garantir a segurança materna no puerpério.
Fatores incluem cesárea, obesidade (IMC > 30), idade avançada, multiparidade, trombofilias hereditárias (como mutação da protrombina 20210A), pré-eclâmpsia e imobilidade.
Em pacientes com trombofilias hereditárias e fatores de risco adicionais, a tromboprofilaxia com heparina de baixo peso molecular é frequentemente estendida por 10 dias a 6 semanas, dependendo do risco individual.
Essa mutação leva a níveis elevados de protrombina, aumentando a formação de trombina e, consequentemente, o risco de trombose, especialmente em situações de hipercoagulabilidade como o puerpério.
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