Tromboprofilaxia em Colecistectomia Laparoscópica

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 40 anos, sem comorbidades, sem histórico de cirurgias prévias, nega tabagismo e etilismo. O mesmo foi submetido a colecistectomia por videplaparoscopia, cuja indicação foi pólipo em vesícula biliar. A cirurgia transcorreu conforme o esperado. Baseado no caso supracitado, qual seria a tromboprofilaxia indicada:

Alternativas

  1. A) Heparina de baixo peso molecular.
  2. B) Heparina não fracionada.
  3. C) Fisioterapia.
  4. D) Deambular.
  5. E) Uso de meia compressiva.

Pérola Clínica

Colecistectomia laparoscópica em paciente sem comorbidades → deambulação precoce é tromboprofilaxia adequada.

Resumo-Chave

Em pacientes submetidos a colecistectomia videolaparoscópica, sem comorbidades e sem fatores de risco adicionais para tromboembolismo venoso (TEV), a deambulação precoce no pós-operatório é a medida de tromboprofilaxia mais adequada e suficiente. A mobilização ativa ajuda a prevenir a estase venosa, um dos pilares da Tríade de Virchow.

Contexto Educacional

A tromboprofilaxia em pacientes cirúrgicos é fundamental para prevenir o tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP). A colecistectomia videolaparoscópica é um procedimento comum, e a avaliação do risco de TEV deve ser feita para cada paciente, considerando fatores como idade, comorbidades, tipo e duração da cirurgia. Pacientes sem fatores de risco adicionais para TEV são geralmente classificados como de baixo ou moderado risco. A fisiopatologia do TEV envolve a Tríade de Virchow: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. A cirurgia contribui para todos esses fatores. A deambulação precoce é uma medida eficaz para combater a estase venosa, promovendo o fluxo sanguíneo nas extremidades inferiores. A indicação da tromboprofilaxia deve seguir diretrizes baseadas no risco individual do paciente, utilizando escalas como a de Caprini ou Padua. Para pacientes jovens, sem comorbidades e submetidos a cirurgias de baixo risco como a colecistectomia laparoscópica, a deambulação precoce é frequentemente a única medida necessária. Em casos de risco moderado a alto, a profilaxia farmacológica com heparina de baixo peso molecular ou não fracionada, associada ou não a medidas mecânicas, pode ser indicada. É crucial que o residente saiba estratificar o risco e aplicar a profilaxia correta para otimizar a segurança do paciente e evitar complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes cirúrgicos?

Os principais fatores de risco para TEV em pacientes cirúrgicos incluem idade avançada, obesidade, histórico prévio de TEV, câncer, trombofilias, imobilização prolongada, cirurgias de grande porte (especialmente ortopédicas e oncológicas), trauma e uso de estrogênios. A avaliação individualizada é crucial para determinar o risco.

Quando a deambulação precoce é suficiente como tromboprofilaxia?

A deambulação precoce é suficiente como tromboprofilaxia para pacientes de baixo risco de TEV, geralmente aqueles submetidos a cirurgias de pequeno ou médio porte, com tempo cirúrgico curto, sem comorbidades significativas e sem histórico de TEV. Ela atua ativando a bomba muscular da panturrilha, melhorando o fluxo venoso.

Quais são as opções de tromboprofilaxia farmacológica e mecânica?

As opções farmacológicas incluem heparina de baixo peso molecular (HBPM) e heparina não fracionada (HNF), que são anticoagulantes. As opções mecânicas incluem meias de compressão graduada e dispositivos de compressão pneumática intermitente, que atuam melhorando o retorno venoso e prevenindo a estase.

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