Tromboprofilaxia na Safenectomia: Quando Usar?

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 35 anos, portadora de varizes em membros inferiores, sem comorbidades, sem história pessoal ou familiar de tromboembolismo, sem uso de medicações habituais. Deve ser submetida a safenectomia parva à direita por dor local e fins estéticos. Qual deve ser o esquema de tromboprofilaxia para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Sem indicação de tromboprofilaxia.
  2. B) Mecânica com meias compressivas.
  3. C) Enoxaparina subcutânea 20 mg por dia, por 7 a 10 dias.
  4. D) Enoxaparina subcutânea 40 mg por dia, por 10 a 14 dias.

Pérola Clínica

Baixo risco VTE (Caprini < 2) + cirurgia venosa → Profilaxia mecânica (meias) isolada.

Resumo-Chave

Em pacientes jovens sem fatores de risco adicionais submetidos a procedimentos de varizes, a mobilização precoce e métodos mecânicos são suficientes, evitando riscos de sangramento da anticoagulação.

Contexto Educacional

A estratificação de risco para Tromboembolismo Venoso (TEV) é mandatória em todo paciente cirúrgico. O Escore de Caprini é a ferramenta mais validada, atribuindo pontos para idade, tipo de cirurgia e comorbidades. Para pacientes com pontuação 0-2 (baixo risco), as diretrizes da SBACV e ACCP recomendam apenas deambulação precoce e, opcionalmente, métodos mecânicos. A safenectomia parva em paciente jovem e sem histórico pessoal/familiar de trombose enquadra-se perfeitamente nesse perfil de baixo risco, onde o benefício da heparina não supera o risco hemorrágico local.

Perguntas Frequentes

Quando indicar profilaxia farmacológica em varizes?

A profilaxia farmacológica, geralmente com Heparina de Baixo Peso Molecular (HBPM), é indicada quando o paciente apresenta um escore de Caprini moderado a alto (≥ 3). Fatores como idade avançada, obesidade, história prévia de TVP/EP, neoplasias ou imobilização prolongada elevam esse risco. Em cirurgias de varizes isoladas em pacientes hígidos, o risco costuma ser baixo, justificando apenas medidas mecânicas e deambulação precoce.

Qual o papel das meias compressivas no pós-operatório?

As meias de compressão graduada atuam aumentando a velocidade do fluxo venoso profundo e reduzindo a estase venosa, um dos pilares da tríade de Virchow. No pós-operatório de safenectomia, além de auxiliarem na prevenção de TVP em pacientes de baixo risco, ajudam no controle do edema e do desconforto local, sendo fundamentais na recuperação estética e funcional.

O que define a safenectomia parva como baixo risco?

A safenectomia da veia safena parva é considerada um procedimento de porte menor/médio. Na ausência de comorbidades sistêmicas (como trombofilias ou câncer) e com tempo cirúrgico geralmente reduzido, o paciente não atinge pontuação suficiente no escore de Caprini para necessitar de anticoagulação profilática, que poderia aumentar o risco de hematomas cirúrgicos.

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