UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Paciente masculino, 81 anos, deu entrada na unidade de urgência com quadro sugestivo de AVE isquêmico iniciado há 02 horas. Filha referiu evento vascular cerebral isquêmico há 60 dias. Era hipertenso e diabético há 08 anos. Exame físico inicial demonstrava hemiparesia direita com afasia e NIH de 23 pontos. Pressão arterial na chegada estava em 190x140mmHg, mas após tratamento estabilizou em 140x110mmHg. Realizou tomografia de crânio que demonstrou hipodensidade correspondente a mais de 2/3 do território da artéria cerebral média. Qual alternativa que apresenta os critérios de EXCLUSÃO, pensando em realizar tratamento com trombólise venosa:
Critérios de exclusão para trombólise venosa em AVE: hipodensidade > 1/3 território ACM na TC ou AVE prévio < 3 meses.
A trombólise venosa com alteplase para AVE isquêmico possui critérios de exclusão rigorosos para minimizar riscos. Um AVC isquêmico prévio nos últimos 3 meses e sinais de infarto extenso na TC de crânio (hipodensidade > 1/3 do território da artéria cerebral média) são contraindicações absolutas devido ao alto risco de transformação hemorrágica.
O acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico agudo é uma emergência médica, e a trombólise venosa com alteplase é um tratamento eficaz para restaurar o fluxo sanguíneo e melhorar o prognóstico, desde que administrada dentro da janela terapêutica e em pacientes selecionados. No entanto, a alteplase carrega um risco significativo de hemorragia, e por isso, a seleção rigorosa dos pacientes é fundamental, baseada em critérios de inclusão e exclusão bem definidos. Os critérios de exclusão visam identificar pacientes com alto risco de complicações hemorrágicas. No caso apresentado, a presença de um AVE isquêmico prévio nos últimos 3 meses é uma contraindicação absoluta. Além disso, a tomografia de crânio demonstrando hipodensidade correspondente a mais de 2/3 do território da artéria cerebral média indica um infarto extenso, o que também é uma contraindicação absoluta para a trombólise devido ao risco elevado de transformação hemorrágica e edema cerebral. Outros critérios de exclusão importantes incluem sangramento ativo, plaquetopenia grave, uso de anticoagulantes orais com INR elevado, hipertensão arterial não controlada (>185/110 mmHg no momento da trombólise), e trauma craniano ou cirurgia maior recente. A idade avançada (>80 anos) e um NIHSS elevado (>25) não são contraindicações absolutas por si só, mas devem ser considerados na avaliação individual do risco-benefício.
Os principais critérios incluem AVC isquêmico prévio nos últimos 3 meses, trauma craniano ou cirurgia maior recente, sangramento ativo, plaquetas < 100.000, glicemia < 50 ou > 400 mg/dL, e sinais de infarto extenso na TC.
Um AVC isquêmico nos últimos 3 meses aumenta significativamente o risco de transformação hemorrágica do novo infarto cerebral, tornando a trombólise perigosa.
A TC de crânio é crucial para excluir hemorragia intracraniana e identificar sinais precoces de infarto extenso (hipodensidade > 1/3 do território da ACM), que são contraindicações devido ao alto risco de sangramento.
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