UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Nos últimos anos, houve importante avanço no tratamento do acidente vascular isquêmico devido a trombólise venosa com rtPA. Entretanto, não são todos os pacientes que podem se beneficiar dessa terapêutica. Pode-se afirmar que são contra indicações para realização de trombólise: 1- PA = 150x100mmHg; 2- Plaquetas < 90.000; 3- Uso de heparina há uma semana; 4- IAM recente; 5- História prévia de AVE ou trauma craniano num período de 4 meses
Contraindicações absolutas para trombólise no AVEi: plaquetas < 100.000, IAM recente, AVE/TCE < 3 meses, PA > 185/110.
A trombólise venosa com rtPA para Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) possui contraindicações rigorosas para minimizar o risco de hemorragia. Plaquetas < 100.000 (e não 90.000 como na opção, mas a opção 2 é a mais próxima e correta no contexto de prova) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) recente são contraindicações importantes. A PA de 150x100 mmHg não é contraindicação (o limite é > 185/110 mmHg), e o uso de heparina há uma semana não é contraindicação se o PTT estiver normal. História prévia de AVE ou trauma craniano num período de 4 meses é contraindicação (o limite é 3 meses).
O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) é uma emergência médica, e a trombólise venosa com ativador do plasminogênio tecidual recombinante (rtPA, como a alteplase) é o tratamento de escolha para pacientes elegíveis dentro da janela terapêutica. No entanto, a decisão de trombolisar é complexa e exige uma avaliação rigorosa das contraindicações para minimizar o risco de complicações hemorrágicas, especialmente a hemorragia intracraniana. As contraindicações para a trombólise são classificadas em absolutas e relativas. Entre as absolutas, destacam-se a presença de hemorragia intracraniana em exames de imagem, AVE ou trauma craniano grave nos últimos 3 meses, cirurgia de grande porte ou trauma grave nos últimos 14 dias, sangramento ativo ou diátese hemorrágica, contagem de plaquetas abaixo de 100.000/mm³, glicemia < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica > 185 mmHg ou diastólica > 110 mmHg. É fundamental que o residente domine essas contraindicações para garantir a segurança do paciente e otimizar os resultados do tratamento. A avaliação cuidadosa do histórico do paciente, exames laboratoriais e controle rigoroso da pressão arterial são passos cruciais antes e durante a administração do rtPA, visando maximizar os benefícios da reperfusão e minimizar os riscos de sangramento.
As contraindicações absolutas incluem hemorragia intracraniana prévia, AVE ou trauma craniano grave nos últimos 3 meses, cirurgia de grande porte nos últimos 14 dias, sangramento ativo ou diátese hemorrágica, contagem de plaquetas abaixo de 100.000, glicemia < 50 mg/dL, e pressão arterial persistentemente elevada (> 185/110 mmHg).
Uma contagem de plaquetas abaixo de 100.000 aumenta significativamente o risco de sangramento, especialmente hemorragia intracraniana, que é a complicação mais temida da trombólise. Por isso, é uma contraindicação absoluta.
A pressão arterial deve ser controlada para valores abaixo de 185/110 mmHg antes do início da trombólise e mantida abaixo desses valores nas primeiras 24 horas. Hipertensão descontrolada aumenta o risco de transformação hemorrágica do AVE isquêmico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo